De acordo com o Inquérito às Condições de Vida e Rendimento, realizado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) em 2009, relativo aos rendimentos de 2008, a taxa de risco de pobreza caiu 0,6 pontos percentuais comparativamente ao ano anterior.
Por outro lado, o fosso entre ricos e pobres diminuiu em 2009: de acordo com o valor provisório hoje divulgados pelo INE, o coeficiente de Gini, que mede a desigualdade, melhorou para os 35,4 por cento no ano passado, evidenciando uma “melhoria no distanciamento entre a população com maiores e a população com menores rendimentos”.
“Estes dados não reflectem os impactos da actual crise, que se agudizou muito durante o ano de 2009 e se mantém, com tendência a aumentar esse agravamento, em 2010”, considerou o presidente da Caritas Portugal, Eugénio Fonseca, em declarações à Lusa.
Já a presidente do Banco Alimentar Contra a Fome (BA) apontou que os dados do INE “são expectáveis, dada a situação de crise que se regista”, mas diz que gostava de ver dados mais actualizados.
“São dados relativos a 2008, estamos com ano e meio de atraso e eu gostava de ver dados que fossem actuais porque a grande incidência do desemprego foi nos últimos meses, no último meio ano, e gostava de ver como estes dados seriam actualmente”, disse Isabel Jonet.
O secretário da Pastoral Social, da Conferência Episcopal Portuguesa, apontou que apesar dos dados do INE serem científicos, “são sempre dados relativos a um passado”.
“Nós temos uma experiência em relação às instituições ligadas à Igreja [Católica], ou que nós acompanhamos, que mostra que os pedidos de ajuda não pararam de aumentar substancialmente ao longo deste ano, entre finais de 2009 e 2010”, revelou o padre José Manuel Pereira de Almeida.
O sacerdote não tem dúvidas de que estes serão dados já desactualizados e que são necessárias medidas “com uma urgência ainda não conhecida nos nossos dias”.
“Exige alterações em termos estruturais bem mais para lá do que é a simples resposta às urgências imediatas porque senão, depois de passar a crise mundial que temos, ficaremos a braços com outra, que é destrutiva e cujo quadro é insustentável”, defendeu.
O presidente da Caritas lembrou que os dados do INE mostram que “se perpetua uma especificidade da pobreza que é a natureza estrutural” e defendeu “como muito importante” que “se aproveitassem os dados estatísticos dos serviços da Segurança Social para se conseguir ter em tempo real informações mais objectivas sobre estas problemáticas”.
Consultar aqui
Observações pessoais:
Ter números, estatísticas aqui e agora que retratem a realidade actual é muito dificil. E mesmo quando temos os números mais ou menos actualizados, na minha opinião não retrata na sua plenitude a realidade. Acredito que a realidade é muito mais "negra" do que os números mostram. O aumento do desemprego ainda pinta este cenário de forma mais negra e obscura.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Outros Blogs
Aqui fica mais um blog com ofertas de emprego na área do Serviço Social entre outros. Achei interessante por isso resolvi partilhar.....
http://caixademprego.blogspot.com/
http://caixademprego.blogspot.com/
Oferta de Emprego
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| Distrito | Porto |
| Localidade | Porto |
| Habilitações | Curso Superior |
| Experiência profissional | 5-10 anos |
| Características pessoais | Sigilo profissional,responsável,maturidade pessoal e profissional,idoneidade |
| Idiomas | Português,Inglês |
| Conhecimentos de informática | Dominio de windows 2003 e 2007,SPSS e Internet |
| Empresa/Entidade | Dominium Social - Consultoria,Desenvolvimento Social e Formação Profissional |
| Sector de Actividade | Saúde e Serviços Sociais |
| Tipo de oferta | Emprego |
| Tipo de contrato oferecido | Full-time |
| Contactos | Dominium Social - Consultoria,Desenvolvimento Social e Formação Profissional Rua Miguel Dantas,18 4300-142 Porto Portugal Email: dominiumsocial@gmail.com |
Monitores
O Projecto SUMMER CAMP está a recrutar monitores de actividades para os seus campo de férias a realizar durante os meses de Julho, Agosto e Setembro de 2010.
Oferecemos:
Formação
Alojamento
Pensão completa
Seguro de Acidentes Pessoais
Uniforme
Certificado de Participação
Requesitos Imprescindíveis:
Ter mais de 18 anos
Gosto por trabalhar com crianças e jovens
Alto nível de Responsabilidade
Capacidade de Liderança
Dinamismo
Formação Superior (caso seja estudante, deve estar a frequentar o último ano do curso)
Gozar de Saúde Mental e Física
As próximas entrevistas irão decorrer em Espinho.
Os interessados devem entrar em contacto através do 96 931 91 86.
Boa Sorte!
Oferecemos:
Formação
Alojamento
Pensão completa
Seguro de Acidentes Pessoais
Uniforme
Certificado de Participação
Requesitos Imprescindíveis:
Ter mais de 18 anos
Gosto por trabalhar com crianças e jovens
Alto nível de Responsabilidade
Capacidade de Liderança
Dinamismo
Formação Superior (caso seja estudante, deve estar a frequentar o último ano do curso)
Gozar de Saúde Mental e Física
As próximas entrevistas irão decorrer em Espinho.
Os interessados devem entrar em contacto através do 96 931 91 86.
Boa Sorte!
Oferta de Emprego
O Gabinete de Empregabilidade e Empreendedorismo da Murtosa pretende recrutar um/a Animador(a)Sociocultural para IPSS situada na Murtosa, com o seguinte perfil:
• Licenciatura em Animação Sociocultural
• Disponibilidade imediata
• Experiência e gosto pelo trabalho com idosos
• Criatividade, organização e dinamismo
• Capacidade de coordenação de grupos e actividades
• Sentido de responsabilidade e autonomia
• Carta de condução
Os candidatos interessados deveram enviar o Currículo para: geemurtosa@gmail.com ou dirigir-se ao Gabinete situado na Rua de Manuel José Lopes Pereira (Pardelhas-Murtosa), entre as 9h30 e as 17h30.
• Licenciatura em Animação Sociocultural
• Disponibilidade imediata
• Experiência e gosto pelo trabalho com idosos
• Criatividade, organização e dinamismo
• Capacidade de coordenação de grupos e actividades
• Sentido de responsabilidade e autonomia
• Carta de condução
Os candidatos interessados deveram enviar o Currículo para: geemurtosa@gmail.com ou dirigir-se ao Gabinete situado na Rua de Manuel José Lopes Pereira (Pardelhas-Murtosa), entre as 9h30 e as 17h30.
Oferta de Emprego
Anúncio:
Unidade de Cuidados de Saúde, recruta em regime de prestação de serviços animador sócio cultural.
Os interessados deverão enviar CV com foto para:
tania.figueiredo@gjc.pt
Read more: http://www.net-empregos.com/1030421/animador-socio-cultural/#ixzz0tlOXlvRr
Unidade de Cuidados de Saúde, recruta em regime de prestação de serviços animador sócio cultural.
Os interessados deverão enviar CV com foto para:
tania.figueiredo@gjc.pt
Read more: http://www.net-empregos.com/1030421/animador-socio-cultural/#ixzz0tlOXlvRr
Oferta de Emprego
•Aviso n.º 14088/2010. D.R. n.º 136, Série II de 2010-07-15
Município da Guarda
Procedimentos concursais comuns de recrutamento para ocupação de dois postos de trabalho em regime de contrato de trabalho em funções públicas por tempo indeterminado na carreira/categoria de técnico superior
1 lugar serviço social
Município da Guarda
Procedimentos concursais comuns de recrutamento para ocupação de dois postos de trabalho em regime de contrato de trabalho em funções públicas por tempo indeterminado na carreira/categoria de técnico superior
1 lugar serviço social
Emprego Serviço Social
Anúncio:
A Geserfor S.A. recruta Técnico Superior de Serviço de Acção Social, para organismo Público.
Requisitos:
A Geserfor S.A. recruta Técnico Superior de Serviço de Acção Social, para organismo Público.
Requisitos:
- Licenciatura em Serviço Social
- Experiência na área
- Disponibilidade Imediata
Oferecemos:- Experiência na área
- Disponibilidade Imediata
Vencimento compatível com a função
Os interessados deverão enviar Cv para vaniacoelho@geserfor.pt
Olá a todos,
Estão convidados a participar na Churrascada da Misericórdia de Oliveira de Azeméis que vai se realizar no próximo Sábado, dia 17, a partir das 16h.
Reencaminhem este email e convidem os vossos familiares, amigos e vizinhos.
Este evento é aberto a toda a comunidade.
Os fundos revertem para as actividades dos idosos e crianças desta instituição.
A imagem em anexo mostra aquilo que poderam contar...
Divulguem...!!!!!!!!
Com os melhores cumprimentos,
Ana Correia.
Oferta de Emprego
A Esdime Crl. encontra-se a recrutar formadores na àrea de Matemática, Informática, Cidadania, Português e Inglês.
As acções irão decorrer nos concelhos de Ferreira do Alentejo, Aljustrel, Ourique e Alvalade.
Podem enviar os curriculos para esdime@esdime.pt ou Esdime Crl. Rua do Engenho Nº10 7600-337 Messejana
As acções irão decorrer nos concelhos de Ferreira do Alentejo, Aljustrel, Ourique e Alvalade.
Podem enviar os curriculos para esdime@esdime.pt ou Esdime Crl. Rua do Engenho Nº10 7600-337 Messejana
terça-feira, 13 de julho de 2010
Oferta de Emprego
•Aviso n.º 13913/2010. D.R. n.º 134, Série II de 2010-07-13
MUNICÍPIO DE PENACOVA
Procedimento concursal comum para constituição de relação jurídica de emprego público na modalidade de contrato de trabalho por tempo indeterminado
1 lugar serviço social
MUNICÍPIO DE PENACOVA
Procedimento concursal comum para constituição de relação jurídica de emprego público na modalidade de contrato de trabalho por tempo indeterminado
1 lugar serviço social
Oferta de Emprego
ASSISTENTE SOCIAL (M/F) Oferta Nº: 587712955 Sector de Actividade da Entidade: ACTIVIDADES DE APOIO SOCIAL PARA PESSOAS IDOSAS, COM ALOJAME
Profissão Pretendida
Profissão: ASSISTENTE SOCIAL (M/F)
Número de Postos: 1
Local Trabalho
Freguesia(s): ALFAIATES;
Habilitações escolares
Habilitações Mínimas: Licenciatura
Horário Trabalho
Horário: 9:00H-12:30H E DAS 14:00H-18:00H
Descanso Semanal: FIM DE SEMANA
Condições
Conhecimentos Profissionais: A ENTIDADE PRETENDE ADMITIR TECNICO/A DE SERVIÇO SOCIAL PARA FICAR COMO DIRECTOR/A TÉCNICA DO LAR E CENTRO DE DIA;
Outros Dados
Tipo de Contrato Oferecido: A Termo
Duração: 6 (meses)
Trabalho a Tempo: Completo
Remuneração oferecida: 900 Euro
IEFP
Profissão Pretendida
Profissão: ASSISTENTE SOCIAL (M/F)
Número de Postos: 1
Local Trabalho
Freguesia(s): ALFAIATES;
Habilitações escolares
Habilitações Mínimas: Licenciatura
Horário Trabalho
Horário: 9:00H-12:30H E DAS 14:00H-18:00H
Descanso Semanal: FIM DE SEMANA
Condições
Conhecimentos Profissionais: A ENTIDADE PRETENDE ADMITIR TECNICO/A DE SERVIÇO SOCIAL PARA FICAR COMO DIRECTOR/A TÉCNICA DO LAR E CENTRO DE DIA;
Outros Dados
Tipo de Contrato Oferecido: A Termo
Duração: 6 (meses)
Trabalho a Tempo: Completo
Remuneração oferecida: 900 Euro
IEFP
segunda-feira, 12 de julho de 2010
I Congresso Internacional de Mediação, nos dias 7,8 e 9 de Outubro de 2010.
Alternativa de Litígios e o ISCSP – Instituto Superior de Ciências
Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa, representado
pelo CAPP – Centro de Administração e Políticas Públicas, organizam,
no âmbito da Mediação de Conflitos, o I Congresso Internacional de
Mediação, nos dias 7,8 e 9 de Outubro de 2010.
Ministério da Justiça
Avenida Duque de Loulé, 72
1050-091 Lisboa
Tel.: +351 21 318 90 36
Fax: +351 21 304 13 49
Sonia.Reis@gral.mj.pt
www.gral.mj.pt
Estágio Profissional
| Ref: | 7301 |
| Entidade: | Cruz Vermelha Portuguesa |
| Tipo: | Estágio |
| Cursos: | Ciências da Educação Ciências da Informação Jornalismo Serviço Social Serviço Social |
| Grau: | Licenciado |
| Sexo: | M / F |
| Função: | |
| Cargo | |
| Local: | Faial |
| Média mínima: | |
| Duração: | 24 meses |
| Prazo: | 2010-07-30 |
| Contactos: | Os interessados deverão enviar o CV (devidamente actualizado) até 30/07/2010, indicando a Ref.ª 7301 para: candidaturas_spcoel@dtp.uc.pt |
| OBS: | Programa Estagiar L (Estágio remunerado): Este programa visa promover a inserção no mundo do trabalho de jovens recém licenciados ou com mestrado realizado no âmbito do processo de Bolonha, através de um estágio, numa empresa ou entidade. Destinatários: Jovens recém licenciados ou com mestrado realizado no âmbito do processo de Bolonha, com idade não superior a 30 anos, com domicílio fiscal na Região Autónoma dos Açores (a alteração pode ser feita apenas após a selecção do candidato) e que após a conclusão da formação nunca tenham exercido funções na área de formação ao abrigo de contrato de trabalho. Consideram-se jovens recém licenciados ou com mestrado aqueles que tenham concluído a respectiva formação dentro do período máximo de 18 meses anteriores ao prazo de apresentação da candidatura (só aplicável às ilhas de São Miguel e Terceira). Estágios com a duração de 12 meses, nas ilhas de São Miguel e Terceira, e de 24 meses nas ilhas de Santa Maria, Pico, Faial, São Jorge, Graciosa, Flores e Corvo, promovidos por empresas privadas, empresas públicas, Cooperativas, entidades sem fins lucrativos, Administração Pública Central, Administração Pública Regional, Administração Pública Local, com excepção das Juntas de Freguesia. As despesas inerentes a viagens entre o Continente e a Ilha do Faial, bem como despesas referentes à estadia e alimentação durante a realização do estágio ficarão a cargo do candidato. |
domingo, 11 de julho de 2010
Oferta de Emprego
Precisa-se de Coordenador/a de CAF para ATL em São Marcos no Cacém. Habilitações de Animador/a Social e com residência em Sintra/Oeiras.
Inicio em Setembro
Enviar Curriculum para: asspasmarcos2@gmail.com
Inicio em Setembro
Enviar Curriculum para: asspasmarcos2@gmail.com
Oferta de Emprego
AVISO
Admissão de Pessoal
(m/f)
A Fundação AMI, Centro Porta Amiga de Angra do Heroísmo, pretende admitir jovens recém-licenciados à procura do primeiro emprego, para estágio no seu serviço, ao abrigo do “Programa Estagiar L”, nas áreas de Psicologia e Serviço Social. Pretende, nos mesmos termos, admitir jovens, com curso profissional de nível III, ao abrigo do Programa “Estagiar T”, na área de animação sociocultural.
Em relação ao local de trabalho o mesmo será fixado no Concelho de Angra do Heroísmo - Região Autónoma dos Açores.
De salientar que é atribuída uma compensação pecuniária mensal no montante no montante da Remuneração Mínima Mensal para os estagiários ao abrigo do “Estagiar T”, sendo este valor majorado em 50% quando se tratem de estagiários ao abrigo do programa “Estagiar L”.
Os potenciais interessados deverão enviar o seu Curriculum Vitae, dirigido a Directora Técnica do Centro Porta Amiga de Angra do Heroísmo, até 20 de Agosto, por via electrónica, para o seguinte Correio electrónico: pa.angra@ami.org.pt
Admissão de Pessoal
(m/f)
A Fundação AMI, Centro Porta Amiga de Angra do Heroísmo, pretende admitir jovens recém-licenciados à procura do primeiro emprego, para estágio no seu serviço, ao abrigo do “Programa Estagiar L”, nas áreas de Psicologia e Serviço Social. Pretende, nos mesmos termos, admitir jovens, com curso profissional de nível III, ao abrigo do Programa “Estagiar T”, na área de animação sociocultural.
Em relação ao local de trabalho o mesmo será fixado no Concelho de Angra do Heroísmo - Região Autónoma dos Açores.
De salientar que é atribuída uma compensação pecuniária mensal no montante no montante da Remuneração Mínima Mensal para os estagiários ao abrigo do “Estagiar T”, sendo este valor majorado em 50% quando se tratem de estagiários ao abrigo do programa “Estagiar L”.
Os potenciais interessados deverão enviar o seu Curriculum Vitae, dirigido a Directora Técnica do Centro Porta Amiga de Angra do Heroísmo, até 20 de Agosto, por via electrónica, para o seguinte Correio electrónico: pa.angra@ami.org.pt
Oferta de Emprego
Anúncio:
Projecto para intervenção/reencaminhamento de Vítimas de Homofobia e Violência Doméstica, financiado pelo QREN no triénio 2010-2013, procura, para colaboração, um(a) Assistente Social, em regime de Prestação de Serviços (recibos verdes), em part-time.
Requisitos:
- Formação Superior em Serviço Social
- Experiência na área da Violência Doméstica (preferencial)
- Disponibilidade para horário part-time (4horas/dia, final do dia)
- Vocacionado(a) para projectos de intervenção social
- Residência em Évora
Solicitamos envio de Curriculum Vitae com fotografia e Carta de Apresentação, com indicação de expectativas salariais para joaocunha.evora@gmail.com
ATENÇÃO: Só serão consideradas as candidaturas enviadas para o email indicado. Apenas os candidatos seleccionados serão contactados.
Projecto para intervenção/reencaminhamento de Vítimas de Homofobia e Violência Doméstica, financiado pelo QREN no triénio 2010-2013, procura, para colaboração, um(a) Assistente Social, em regime de Prestação de Serviços (recibos verdes), em part-time.
Requisitos:
- Formação Superior em Serviço Social
- Experiência na área da Violência Doméstica (preferencial)
- Disponibilidade para horário part-time (4horas/dia, final do dia)
- Vocacionado(a) para projectos de intervenção social
- Residência em Évora
Solicitamos envio de Curriculum Vitae com fotografia e Carta de Apresentação, com indicação de expectativas salariais para joaocunha.evora@gmail.com
ATENÇÃO: Só serão consideradas as candidaturas enviadas para o email indicado. Apenas os candidatos seleccionados serão contactados.
sábado, 10 de julho de 2010
Lagarteiro: Daqui (quase) ninguém sai
Emília parece ter falido, como o bairro que habita, no Porto Oriental, já na fronteira com Gondomar. É como se aqui dentro, neste apartamento com janelas que só abrem para estender e tirar roupa, esperasse que algo libertasse as filhas e ao libertá-las a libertasse também.
O presidente da Junta de Freguesia de Campanhã, Fernando Amaral, acredita que este lugar periférico – inscrito numa zona com laivos de ruralidade, mal servido de transportes públicos, dotado de uma rede viária deficiente – se libertará. O Lagarteiro é um dos três contemplados com a Iniciativa Bairros Críticos, promessa de reabilitação urbanística e de reforço de cidadania.
Não haverá obras dentro das casas, como Emília e os vizinhos tanto desejam. Apenas nos espaços comuns. Os políticos anunciam-nas para agora – para o segundo semestre deste ano. Os promotores distribuíram informação nas caixas de correio, mas Emília sabe lá. “Vivo aqui desde a idade do meu Miguel. Eu tinha 18 anos quando tive o meu Miguel. Nunca vieram fazer obras.”
Emília diz isto a apontar a tinta branca a escamar no tecto da cozinha, mesmo por cima dos armários brancos que ela e o marido há tanto ali colocaram. Vive aqui desde que o bairro foi inaugurado, em 1973, então com 248 habitações distribuídas por nove blocos. Já vivia aqui quando o bairro foi ampliado, em 1977, e passou a ter 446 habitações em 13 blocos.
Está atarantada com uma carta que chegou da Segurança Social por causa da suspensão do Rendimento Social de Inserção (RSI) da filha mais velha. E com a técnica da Reinserção Social que anda pelo bairro a fazer perguntas – tem de escrever os relatórios sociais.
As “meninas”, a Alice e a Tânia, estão presas desde 15 de Fevereiro de 2009. Respondem por tráfico de droga. O “menino”, o Miguel, está preso desde 28 de Março de 2008. Batia na companheira. Um dia, bateu-lhe tanto que ela não aguentou mais e foi à esquadra que antes era no bairro e agora é ao pé dos correios. Para os ver, a mãe corre ao fim-de-semana.
De manhã, Emília vai “às meninas”, ao Estabelecimento Prisional Especial de Santa Cruz do Bispo, em Matosinhos. De tarde, vai “ao menino”, ao Estabelecimento Prisional Regional do Vale do Sousa, e ao ex-genro, a dois passos, ao Estabelecimento Prisional de Paços de Ferreira. Não vai sozinha. Leva as crianças – apesar do ex-genro já ter ameaçado a ex-companheira, já ter ameaçado a ex-sogra, já ter ameaçado a filha.
Sobrevive com o Rendimento Social de Inserção (RSI) e com os abonos. Nem consegue pensar em trabalhar. Nem ela nem o marido, que teve um enfarte quando “as meninas” foram presas. Ainda é novo para a reforma – 59 anos, mais quatro do que a mulher –, mas perdeu o alento. Já era diabético, já tinha “problemas nos pulmões”. Agora, é um pai entristecido, de coração débil.
Há muita doença neste bairro. Rita Mendes, a coordenadora do projecto Escolhas, sente-o todos os dias. O queixume está sempre a entrar nos gabinetes dos técnicos que lidam com o Lagarteiro. E são tantos – Segurança Social, junta de freguesia, projecto Escolhas, Associação Norte Vida, Centro de Respostas Integradas Porto Oriental, Cooperativa Arrimo…
Emília está desfeita. Basta olhar para ela para a perceber desfeita. Reza. Não procura um psicólogo ou um psiquiatra, não vá isso servir para lhe retirarem os netos: o filho de Miguel e a filha de Alice, que ela ajudou a crescer.
Aqui, o RSI não estigmatiza. Aqui, há mais processos de RSI do que casas. Paradoxo: houve um salto inusitado desde de que foi anunciada a Iniciativa Bairros Críticos. Em 2006, 237 famílias recebiam RSI; hoje, 488.
Não lhe venham falar em cursos que não sabe para que servem nem em empregos que a impediriam de cuidar do marido e dos netos. O marido distribui publicidade quando aparece. Um trabalho tão incerto e tão mal pago que nem com ele terá contado o técnico que fiscaliza o RSI.
Não falta economia informal dentro destes blocos cor de tijolo ou cinzento-encardido. Enquanto Emília reza, Filomena senta-se na carrinha branca que está a pagar “à financeira” e que tem uma bandeira de Portugal atrás e um cachecol de Portugal à frente. É entre aquela toalha e aquele cachecol que guarda a fruta e os outros produtos que tenta vender a quem passa.
“No ano passado, a assistente social da Segurança Social viume aqui sentada e cortou-me 100 euros no RSI. Fiquei com 86 para o mês inteiro! O RSI é para a casa! Se a gente ganha alguma coisa a vender, é para comer. Ela diz que eu posso trabalhar! Eu trabalho desde os sete anos!”
A fábrica que a empregava fechou. Como fecharam muitas fábricas na zona oriental do Porto, no distrito, na região. E ela não se deprimiu. Recusou-se a ser mais uma mulher deprimida num dos mais deprimidos bairros de uma das mais deprimidas zonas de um país deprimido.
O Porto ampliado
O Lagarteiro é o Porto ampliado, interpreta Virgílio Pereira, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto: “Não é só a baixa escolaridade e a baixa qualificação profissional [a reproduzir pobreza, exclusão]. É também a ausência de trabalho ou a existência de trabalho muito precário.”
A industrialização do Porto, que principiou em meados da segunda metade do século XIX, atraiu muita gente do interior, do campo. E foi para resolver os severos problemas dessa gente que se amontoava, que vivia em condições insalubres, que em 1956 arrancou um megaprograma de realojamento em bairros que se foram construindo na periferia.
A desindustrialização das últimas décadas deixou pais desempregados e filhos sem perspectivas de emprego. “Noutras zonas, houve desindustrialização, mas a população tem relações mais móveis com o trabalho. No Porto, o enraizamento geográfico é intenso”, salienta Vergílio Pereira. Que quer isto dizer? O fechamento do Lagarteiro, como o fechamento de Emília, não é só físico. As pessoas que aqui moram tendem a viver quase só em torno do espaço do bairro e da área envolvente. E isso impede-as de irem à procura de oportunidades onde elas existem.
“Filomena da fruta”, volta de ouro ao pescoço, argolas de ouro nas orelhas, mostra um bilhete de penhora: “Fui empenhar um anel e uma aliança para ter dinheiro para esta semana: 189 euros! Quantas vezes vou empenhar coisas! Se lhe fosse a mostrar o saco de papéis que tenho em casa! Oh! Gasto 130 euros por mês em medicamentos e vou à doutora pedir ajuda e ela diz que não tem dinheiro. Sou diabética. Tenho dois nódulos na tiróide. Tenho um fibroadenoma na barriga. Há tempos, caí da carrinha e parti os dentes. Ando a tirá-los. Se fosse outra, metia-se em casa.”
Vive com a filha, de 32 anos, e com um neto, de oito, num T3 impecavelmente arrumado: “O menino é hiperactivo e o pai é um garoto: não ajuda! Até se desempregou para não dar nada ao filho. Trabalhamos muito eu e ela para lhe dar tudo o que ele precisa, para ele ser mais do que a gente. Ele não vai a lado nenhum sem ela. Ela também tem RSI. Ela andou a fazer o 9.º ano, no Novas Oportunidades, mas foi de noite. Vai fazer o 12.º agora!”
São sempre as mesmas caras no gabinete de atendimento de junta de freguesia, a funcionar duas tardes por semana – e a fazer monte, apesar de, com a Iniciativa Bairros Críticos, a Segurança Social aqui ter colocado uma técnica. O assistente social José António Pinto trabalha no bairro desde 1997. Conhece-as, conhece as suas vidas. Albina ajuda-o a aliviá-las.
“Bininha” também ficou sem emprego aos 50, quando a fábrica fechou. E assim, desocupada, começou a ocupar-se de quem dela precisava.
“Estive dez anos a olhar por um velhinho. Ele tinha Alzheimer. Eu dava-lhe o banho, fazia-lhe a barba, cortava-lhe o cabelo.”
O “velhinho” chamava-se Adelino e “estava muito sozinho”. Uma doutora, lá do centro de dia, é que lhe disse: “’Bininha’, é preciso deitar a mão a este senhor.” A casa “estava muito velha”. “Bininha” até lhe pregou tábuas no chão. Um dia, fez um requerimento à câmara e a câmara chamou a Segurança Social para o levar para um lar. Ele deixou de andar ao terceiro dia.
O sr. Adelino ainda dormia em casa e já alguém falara com “Bininha” sobre o sr. Manuel. Não deixava a mulher, alcoólica, dar-lhe banho. E lá ia “Bininha”. Também ia ajudar a vestir o sr. Ernesto, que “passava a vida no Hospital do Conde de Ferreira”. A certa altura, eram três. Aqueles dois e uma senhora, “que morreu aos 90 anos”. Mas para essa pagavam-lhe. “Os filhos ganham bem”. “Bininha” ficava lá “de dia e de noite”.
“Se ela durava mais tempo, eu não aguentava. Estava sequinha, sequinha. Mal comia para estar à beira dela!”
Ajuda no posto dos correios; dois dias por semana, ajuda no gabinete da junta; e com isso faz vida. Chega às 13h45, abre a porta, toma nota (na cabeça) dos nomes por ordem de chegada. Limpa. Se for preciso, vai entregar um papel, vai chamar alguém. Ainda há pouco, foi “com o dr. Pinto dar banho a um homem”. Lavaram-no, vestiram-no, levaram-no ao hospital.
“Foi despejado. A cabecinha não regula bem. Agora dorme nas urgências do Hospital Santo António.”
Às vezes, “é complicado”. Há pessoas “desesperadas, que precisam de dinheiro para pagar a água, a electricidade ou a medicação”. Acontece entrarem furiosas. Apesar do técnico ser acarinhado, ainda há pouco “Bininha” teve de se meter à frente de um que o ameaçava.
Ela não mora aqui. Mora a uns metros. Mas há uma relação de anos. Vem um e diz: “Ó ‘Bininha’, dê-me uma moeda para um café!” E ela leva a mão à carteira. É preciso qualquer coisa: “Vai à ‘Bininha’, que ela resolve!”. E a pessoa não tarda a procurá-la: “Ó ‘Bininha’!”
“Este bairro é uma miséria!”
“Só Deus nos pode julgar”
Como é que se chegou a esta dependência? José António Pinto, mestre em Sociologia, culpa o modelo de desenvolvimento económico, “que não cria oportunidades de inserção através do trabalho”; a formação profi ssional, “que leva a concluir que fazer cursos não traz emprego” (se a bolsa for inferior ao RSI, “ninguém se inscreve”); e as “políticas sociais desajustadas” (“ganha 450 euros, tem de pagar infantário, renda, água, luz”).
O comportamento do poder local também lhe faz comichão: “A junta tem um posto de atendimento, a câmara manda cartas.” E o dos moradores: “Não há uma associação de moradores. Parte-se um vidro, insulta-se o carteiro, conduz-se sem capacete. Ninguém toma uma posição porque não há uma estrutura organizada. As pessoas não têm noção do que são deveres, direitos, cidadania. E não têm auto-estima, estão sem energia, acreditam que fracassaram, que não são capazes de mudar a sua vida nem a da comunidade.”
Quem aqui mora sabe ser olhado de lado por quem não mora aqui. Ninguém quer vir aqui. E quando alguém sai daqui leva, quase sempre, o bairro consigo. Nos jeitos – de andar, de falar, de estar. E, também por isso, muitos parecem colados aos muros. Numa das paredes da escola de primeiro ciclo, marcada pelo insucesso e pelo absentismo, alguém escreveu: “Só Deus nos pode julgar”.
Às vezes, só resta a fé. “Lúcia do avental”, empertigada nos seus 75 anos, nunca a perdeu. Tem uma colecção, logo na entrada, de nossas senhoras e de santinhos com sensibilidades diversas. E passa rifas, mas já passou drogas. E teve dez filhos, mas já viu morrer seis.
“Passaram tanta fome quando eram pequenos e não morreram! Morreram grandes. Dois de acidente, um de cancro, dois por causa da droga. O último morreu há uns meses com uma cirrose. Ele pedia a Deus para levá-lo. Eu dizia-lhe: ‘Tens de sofrer. Quando Deus quiser, vais’.”
Está cansada. Recebe 230 euros de reforma. E, com isso, nem água nem luz paga – aqui há muitas As pessoas que aqui moram tendem a viver quase só em torno do espaço do bairro e da área envolvente. E isso impede-as de irem à procura de oportunidades onde elas existem puxadas de água e de luz (cada vez que os fornecedores cortam, chama-se quem sabe ligar).
“Já devo uns quatro mil euros de luz, uns cinco mil de água. Deixou-se de pagar quando estava presa. Enquanto uma filha aqui viveu, pagou tudo direitinho. Depois ficou outra, a mãe desta minha neta que está aqui, e essa gastava tudo em droga. Se me deixassem pagar cinco contos por mês, eu abatia…”
A neta instalou-se no T4. E trouxe o marido e o filho, bebé. E ainda há pouco ficou um neto com pulseira electrónica.
“Já pedi tantas vezes para mudar! Queria ter uma casa tipo 1, para estar sossegada o resto da minha vida.”
Bailarina dos The Puppet’s
É este convívio forçado de gerações que aqui gera mais processos de RSI do que de casas. Daisy, uma rapariga de 28 anos com uma lágrima tatuada no rosto, acaba de perder a sua.
“Trabalhava poucas horas. Não tinha ordenado fi xo. Estive um ano e tal sem pagar a renda. Tive uma ordem de despejo. Fiz um plano de pagamento. Recebia 180 euros de RSI e fui pedir um subsídio extra à Segurança Social. Quando pedi que me baixassem a prestação, disseram-me que tinha de sair, que a casa estava só em nome da minha mãe. A minha mãe já saiu há tanto tempo! Eles sabem! Estou com a minha avó há um mês e meio. É horrível.
É muito empenhada como bailarina do grupo de hip-hop The Puppet’s. Não o é como aluna do “curso de autonomia” que acaba de iniciar. Isto “é só um curso daqueles que ensinam a cozinhar, a lidar com a família, com o emprego”. E ela está lá “só por causa do dinheiro”: 420 euros mais subsídio de alimentação e de transporte, bem melhor do que os 180 de RSI.
O que queria era tirar um curso de organização de eventos. Adora dançar, adora organizar espectáculos. The Puppet’s faz dois ou três por mês. The Puppet’s Kids faz outros tantos e ela ajuda-os sem cobrar. Dá aulas de dança hip-hop. Mas nem juntando o que ganha no hip-hop ao que ganhava com o RSI conseguia enfrentar as despesas básicas.
Não morre de amores pelo trabalho. Sempre tiveram uma relação estranha. Abandonou a escola aos 12 anos para trabalhar numa fábrica. Aos 17, engravidou e o companheiro proibiu-a de trabalhar. Só voltou a trabalhar quando o deixou – aos 25. E desde então saltita de trabalho em não trabalho.
“Não fico muito tempo. Não gosto que me calquem. Se calhar, tenho de aprender a engolir. Se calhar, sou assim e nunca vou mudar.”
Não vê o emprego como fundamental?
“Neste momento, o único curso que tenho é de ajudante de cozinha. Se arranjo um trabalho a ganhar 500 euros e uma casa a pagar 300, com que dinheiro fico? O que como? Estou um bocado perdida. Tenho de conseguir recuperar o meu espaço, os meus dois filhos, mas vai demorar. Vou viver o dia-a-dia. Não vou fazer planos. Fazer planos não leva a lado nenhum.”
Alguém fez planos para ela, como alguém fez planos para o bairro. O plano feito para o bairro combate a pobreza? “Ainda decorrem negociações para ultimar aspectos do projecto, pelo que se considera prematuro produzir declarações neste momento”, respondeu o assessor do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, quando se lhe pediu para conversar sobre isto com a coordenadora da equipa que aqui se instalou em Fevereiro de 2009.
José António Pinto não acredita que a Iniciativa Bairros Críticos resgate o Lagarteiro à letargia: “As pessoas estão cansadas de projectos. Os resultados têm sido zero. O que é a Iniciativa Bairros Críticos? Uma comissão de festas! As questões centrais passam-lhe ao lado. As pessoas precisam de obras dentro de casa, de desdobramentos, de equipamentos sociais, de emprego. Nem só o edificado é importante? É verdade. É preciso melhorar a auto-estima? É verdade. Mas o bairro está pior. Há mais pobres, mais putas, mais tráfico, mais esquemas, mais economia paralela. Também há mais parabólicas…”
Ana Cristina Pereira
Consultar aqui
Observações pessoais:
Concordo com algumas coisas, discordo de outras. Acho que o RSI é muita das vezes mal empregue. Custa-me aceitar que para pessoas sem obrjectivos pessoais e profissionais haja um enorme facilitismo para conseguir a atribuição de RSI, para pessoas que tiveram pequenos azares que lhes modificou a vida esperam meses pelo deferimento. Tenho uma amiga minha, divorciada, com um filho de 5 anos. Separou-se recentemente porque era vitima de maus-tratos fisicos e essencialmente psicologicos, e p processo da separação e da guarda da criança continua a desenrolar-se nos tribunais. Enquanto isto, a minha amiga foi obrigada a ir para casa dos pais.Desempregada e com um filho de 5 anos, resolveu apostar nela propria e investir num sonho antigo: tirar a carteira profissional d cabeleireira. Viu-se obrigada a recorrer ao RSI para se sustentar, sustentar o filho, e conseguir pagar o seu curso para mudar o rumo da sua vida. Esperou 5 meses e teve que fazer prova mais que uma vez que estava em processo de divórcio, porque o requerimento vinha sempre indeferido.Hoje trabalha num salão de cabeleireiro cá em Coimbra, continua a viver em casa dos pais com o seu filho. O processo continua a arrastar-se nos tribunais. Mas está a começar a organizar a vida dela, a juntar uns trocos para um dia ter o seu cantinho.O ex-marido da minha amiga, denunciou a CPCJ que ela maltrata a criança e que a criança nao tinha condições habitacionais e que passava fome. As técnicas da CPCJ na mesma semana foram conhecer o lar da minha amiga, mas para a ajudar esteve 5 meses à espera do deferimento do RSI.
Não acredito que o problema do Lagarteiro passe só pelo bairro, pelo ambiente e pessoas do bairro, não acredito que é por as pessoas terem-se deixado ficar pelo bairro ou pela área circundante. Acredito que passa pela falta de expectativas que as pessoas tem acerca de si proprias e a forma como isso transcende as gerações. Se temos fracas expectativas acerca de uma criança, e se as deixarmos transparecer, a criança vai interiorizar isso e acaba por ser uma pessoa com fracas expectativas acerca de si propria e do seu desempenho. A imagem do Lagarteiro contribui e muito para este cenário.
Penso que exige medidas multidisciplinares e criativas para tentar encontrar o bom caminho. Os recursos são escassos e o Estado aposta cada vez menos na área social. O peso deste cenário e de outros vai-se amontoando como quando deixamos acumular a roupa para passar a ferro. Afecta-nos a todos, tem um enorme impacto na sociedade em geral, mas para os politicos que vivem em bairros ou apartamentos fantásticos o que é que isso importa????
O presidente da Junta de Freguesia de Campanhã, Fernando Amaral, acredita que este lugar periférico – inscrito numa zona com laivos de ruralidade, mal servido de transportes públicos, dotado de uma rede viária deficiente – se libertará. O Lagarteiro é um dos três contemplados com a Iniciativa Bairros Críticos, promessa de reabilitação urbanística e de reforço de cidadania.
Não haverá obras dentro das casas, como Emília e os vizinhos tanto desejam. Apenas nos espaços comuns. Os políticos anunciam-nas para agora – para o segundo semestre deste ano. Os promotores distribuíram informação nas caixas de correio, mas Emília sabe lá. “Vivo aqui desde a idade do meu Miguel. Eu tinha 18 anos quando tive o meu Miguel. Nunca vieram fazer obras.”
Emília diz isto a apontar a tinta branca a escamar no tecto da cozinha, mesmo por cima dos armários brancos que ela e o marido há tanto ali colocaram. Vive aqui desde que o bairro foi inaugurado, em 1973, então com 248 habitações distribuídas por nove blocos. Já vivia aqui quando o bairro foi ampliado, em 1977, e passou a ter 446 habitações em 13 blocos.
Está atarantada com uma carta que chegou da Segurança Social por causa da suspensão do Rendimento Social de Inserção (RSI) da filha mais velha. E com a técnica da Reinserção Social que anda pelo bairro a fazer perguntas – tem de escrever os relatórios sociais.
As “meninas”, a Alice e a Tânia, estão presas desde 15 de Fevereiro de 2009. Respondem por tráfico de droga. O “menino”, o Miguel, está preso desde 28 de Março de 2008. Batia na companheira. Um dia, bateu-lhe tanto que ela não aguentou mais e foi à esquadra que antes era no bairro e agora é ao pé dos correios. Para os ver, a mãe corre ao fim-de-semana.
De manhã, Emília vai “às meninas”, ao Estabelecimento Prisional Especial de Santa Cruz do Bispo, em Matosinhos. De tarde, vai “ao menino”, ao Estabelecimento Prisional Regional do Vale do Sousa, e ao ex-genro, a dois passos, ao Estabelecimento Prisional de Paços de Ferreira. Não vai sozinha. Leva as crianças – apesar do ex-genro já ter ameaçado a ex-companheira, já ter ameaçado a ex-sogra, já ter ameaçado a filha.
Sobrevive com o Rendimento Social de Inserção (RSI) e com os abonos. Nem consegue pensar em trabalhar. Nem ela nem o marido, que teve um enfarte quando “as meninas” foram presas. Ainda é novo para a reforma – 59 anos, mais quatro do que a mulher –, mas perdeu o alento. Já era diabético, já tinha “problemas nos pulmões”. Agora, é um pai entristecido, de coração débil.
Há muita doença neste bairro. Rita Mendes, a coordenadora do projecto Escolhas, sente-o todos os dias. O queixume está sempre a entrar nos gabinetes dos técnicos que lidam com o Lagarteiro. E são tantos – Segurança Social, junta de freguesia, projecto Escolhas, Associação Norte Vida, Centro de Respostas Integradas Porto Oriental, Cooperativa Arrimo…
Emília está desfeita. Basta olhar para ela para a perceber desfeita. Reza. Não procura um psicólogo ou um psiquiatra, não vá isso servir para lhe retirarem os netos: o filho de Miguel e a filha de Alice, que ela ajudou a crescer.
Aqui, o RSI não estigmatiza. Aqui, há mais processos de RSI do que casas. Paradoxo: houve um salto inusitado desde de que foi anunciada a Iniciativa Bairros Críticos. Em 2006, 237 famílias recebiam RSI; hoje, 488.
Não lhe venham falar em cursos que não sabe para que servem nem em empregos que a impediriam de cuidar do marido e dos netos. O marido distribui publicidade quando aparece. Um trabalho tão incerto e tão mal pago que nem com ele terá contado o técnico que fiscaliza o RSI.
Não falta economia informal dentro destes blocos cor de tijolo ou cinzento-encardido. Enquanto Emília reza, Filomena senta-se na carrinha branca que está a pagar “à financeira” e que tem uma bandeira de Portugal atrás e um cachecol de Portugal à frente. É entre aquela toalha e aquele cachecol que guarda a fruta e os outros produtos que tenta vender a quem passa.
“No ano passado, a assistente social da Segurança Social viume aqui sentada e cortou-me 100 euros no RSI. Fiquei com 86 para o mês inteiro! O RSI é para a casa! Se a gente ganha alguma coisa a vender, é para comer. Ela diz que eu posso trabalhar! Eu trabalho desde os sete anos!”
A fábrica que a empregava fechou. Como fecharam muitas fábricas na zona oriental do Porto, no distrito, na região. E ela não se deprimiu. Recusou-se a ser mais uma mulher deprimida num dos mais deprimidos bairros de uma das mais deprimidas zonas de um país deprimido.
O Porto ampliado
O Lagarteiro é o Porto ampliado, interpreta Virgílio Pereira, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto: “Não é só a baixa escolaridade e a baixa qualificação profissional [a reproduzir pobreza, exclusão]. É também a ausência de trabalho ou a existência de trabalho muito precário.”
A industrialização do Porto, que principiou em meados da segunda metade do século XIX, atraiu muita gente do interior, do campo. E foi para resolver os severos problemas dessa gente que se amontoava, que vivia em condições insalubres, que em 1956 arrancou um megaprograma de realojamento em bairros que se foram construindo na periferia.
A desindustrialização das últimas décadas deixou pais desempregados e filhos sem perspectivas de emprego. “Noutras zonas, houve desindustrialização, mas a população tem relações mais móveis com o trabalho. No Porto, o enraizamento geográfico é intenso”, salienta Vergílio Pereira. Que quer isto dizer? O fechamento do Lagarteiro, como o fechamento de Emília, não é só físico. As pessoas que aqui moram tendem a viver quase só em torno do espaço do bairro e da área envolvente. E isso impede-as de irem à procura de oportunidades onde elas existem.
“Filomena da fruta”, volta de ouro ao pescoço, argolas de ouro nas orelhas, mostra um bilhete de penhora: “Fui empenhar um anel e uma aliança para ter dinheiro para esta semana: 189 euros! Quantas vezes vou empenhar coisas! Se lhe fosse a mostrar o saco de papéis que tenho em casa! Oh! Gasto 130 euros por mês em medicamentos e vou à doutora pedir ajuda e ela diz que não tem dinheiro. Sou diabética. Tenho dois nódulos na tiróide. Tenho um fibroadenoma na barriga. Há tempos, caí da carrinha e parti os dentes. Ando a tirá-los. Se fosse outra, metia-se em casa.”
Vive com a filha, de 32 anos, e com um neto, de oito, num T3 impecavelmente arrumado: “O menino é hiperactivo e o pai é um garoto: não ajuda! Até se desempregou para não dar nada ao filho. Trabalhamos muito eu e ela para lhe dar tudo o que ele precisa, para ele ser mais do que a gente. Ele não vai a lado nenhum sem ela. Ela também tem RSI. Ela andou a fazer o 9.º ano, no Novas Oportunidades, mas foi de noite. Vai fazer o 12.º agora!”
São sempre as mesmas caras no gabinete de atendimento de junta de freguesia, a funcionar duas tardes por semana – e a fazer monte, apesar de, com a Iniciativa Bairros Críticos, a Segurança Social aqui ter colocado uma técnica. O assistente social José António Pinto trabalha no bairro desde 1997. Conhece-as, conhece as suas vidas. Albina ajuda-o a aliviá-las.
“Bininha” também ficou sem emprego aos 50, quando a fábrica fechou. E assim, desocupada, começou a ocupar-se de quem dela precisava.
“Estive dez anos a olhar por um velhinho. Ele tinha Alzheimer. Eu dava-lhe o banho, fazia-lhe a barba, cortava-lhe o cabelo.”
O “velhinho” chamava-se Adelino e “estava muito sozinho”. Uma doutora, lá do centro de dia, é que lhe disse: “’Bininha’, é preciso deitar a mão a este senhor.” A casa “estava muito velha”. “Bininha” até lhe pregou tábuas no chão. Um dia, fez um requerimento à câmara e a câmara chamou a Segurança Social para o levar para um lar. Ele deixou de andar ao terceiro dia.
O sr. Adelino ainda dormia em casa e já alguém falara com “Bininha” sobre o sr. Manuel. Não deixava a mulher, alcoólica, dar-lhe banho. E lá ia “Bininha”. Também ia ajudar a vestir o sr. Ernesto, que “passava a vida no Hospital do Conde de Ferreira”. A certa altura, eram três. Aqueles dois e uma senhora, “que morreu aos 90 anos”. Mas para essa pagavam-lhe. “Os filhos ganham bem”. “Bininha” ficava lá “de dia e de noite”.
“Se ela durava mais tempo, eu não aguentava. Estava sequinha, sequinha. Mal comia para estar à beira dela!”
Ajuda no posto dos correios; dois dias por semana, ajuda no gabinete da junta; e com isso faz vida. Chega às 13h45, abre a porta, toma nota (na cabeça) dos nomes por ordem de chegada. Limpa. Se for preciso, vai entregar um papel, vai chamar alguém. Ainda há pouco, foi “com o dr. Pinto dar banho a um homem”. Lavaram-no, vestiram-no, levaram-no ao hospital.
“Foi despejado. A cabecinha não regula bem. Agora dorme nas urgências do Hospital Santo António.”
Às vezes, “é complicado”. Há pessoas “desesperadas, que precisam de dinheiro para pagar a água, a electricidade ou a medicação”. Acontece entrarem furiosas. Apesar do técnico ser acarinhado, ainda há pouco “Bininha” teve de se meter à frente de um que o ameaçava.
Ela não mora aqui. Mora a uns metros. Mas há uma relação de anos. Vem um e diz: “Ó ‘Bininha’, dê-me uma moeda para um café!” E ela leva a mão à carteira. É preciso qualquer coisa: “Vai à ‘Bininha’, que ela resolve!”. E a pessoa não tarda a procurá-la: “Ó ‘Bininha’!”
“Este bairro é uma miséria!”
“Só Deus nos pode julgar”
Como é que se chegou a esta dependência? José António Pinto, mestre em Sociologia, culpa o modelo de desenvolvimento económico, “que não cria oportunidades de inserção através do trabalho”; a formação profi ssional, “que leva a concluir que fazer cursos não traz emprego” (se a bolsa for inferior ao RSI, “ninguém se inscreve”); e as “políticas sociais desajustadas” (“ganha 450 euros, tem de pagar infantário, renda, água, luz”).
O comportamento do poder local também lhe faz comichão: “A junta tem um posto de atendimento, a câmara manda cartas.” E o dos moradores: “Não há uma associação de moradores. Parte-se um vidro, insulta-se o carteiro, conduz-se sem capacete. Ninguém toma uma posição porque não há uma estrutura organizada. As pessoas não têm noção do que são deveres, direitos, cidadania. E não têm auto-estima, estão sem energia, acreditam que fracassaram, que não são capazes de mudar a sua vida nem a da comunidade.”
Quem aqui mora sabe ser olhado de lado por quem não mora aqui. Ninguém quer vir aqui. E quando alguém sai daqui leva, quase sempre, o bairro consigo. Nos jeitos – de andar, de falar, de estar. E, também por isso, muitos parecem colados aos muros. Numa das paredes da escola de primeiro ciclo, marcada pelo insucesso e pelo absentismo, alguém escreveu: “Só Deus nos pode julgar”.
Às vezes, só resta a fé. “Lúcia do avental”, empertigada nos seus 75 anos, nunca a perdeu. Tem uma colecção, logo na entrada, de nossas senhoras e de santinhos com sensibilidades diversas. E passa rifas, mas já passou drogas. E teve dez filhos, mas já viu morrer seis.
“Passaram tanta fome quando eram pequenos e não morreram! Morreram grandes. Dois de acidente, um de cancro, dois por causa da droga. O último morreu há uns meses com uma cirrose. Ele pedia a Deus para levá-lo. Eu dizia-lhe: ‘Tens de sofrer. Quando Deus quiser, vais’.”
Está cansada. Recebe 230 euros de reforma. E, com isso, nem água nem luz paga – aqui há muitas As pessoas que aqui moram tendem a viver quase só em torno do espaço do bairro e da área envolvente. E isso impede-as de irem à procura de oportunidades onde elas existem puxadas de água e de luz (cada vez que os fornecedores cortam, chama-se quem sabe ligar).
“Já devo uns quatro mil euros de luz, uns cinco mil de água. Deixou-se de pagar quando estava presa. Enquanto uma filha aqui viveu, pagou tudo direitinho. Depois ficou outra, a mãe desta minha neta que está aqui, e essa gastava tudo em droga. Se me deixassem pagar cinco contos por mês, eu abatia…”
A neta instalou-se no T4. E trouxe o marido e o filho, bebé. E ainda há pouco ficou um neto com pulseira electrónica.
“Já pedi tantas vezes para mudar! Queria ter uma casa tipo 1, para estar sossegada o resto da minha vida.”
Bailarina dos The Puppet’s
É este convívio forçado de gerações que aqui gera mais processos de RSI do que de casas. Daisy, uma rapariga de 28 anos com uma lágrima tatuada no rosto, acaba de perder a sua.
“Trabalhava poucas horas. Não tinha ordenado fi xo. Estive um ano e tal sem pagar a renda. Tive uma ordem de despejo. Fiz um plano de pagamento. Recebia 180 euros de RSI e fui pedir um subsídio extra à Segurança Social. Quando pedi que me baixassem a prestação, disseram-me que tinha de sair, que a casa estava só em nome da minha mãe. A minha mãe já saiu há tanto tempo! Eles sabem! Estou com a minha avó há um mês e meio. É horrível.
É muito empenhada como bailarina do grupo de hip-hop The Puppet’s. Não o é como aluna do “curso de autonomia” que acaba de iniciar. Isto “é só um curso daqueles que ensinam a cozinhar, a lidar com a família, com o emprego”. E ela está lá “só por causa do dinheiro”: 420 euros mais subsídio de alimentação e de transporte, bem melhor do que os 180 de RSI.
O que queria era tirar um curso de organização de eventos. Adora dançar, adora organizar espectáculos. The Puppet’s faz dois ou três por mês. The Puppet’s Kids faz outros tantos e ela ajuda-os sem cobrar. Dá aulas de dança hip-hop. Mas nem juntando o que ganha no hip-hop ao que ganhava com o RSI conseguia enfrentar as despesas básicas.
Não morre de amores pelo trabalho. Sempre tiveram uma relação estranha. Abandonou a escola aos 12 anos para trabalhar numa fábrica. Aos 17, engravidou e o companheiro proibiu-a de trabalhar. Só voltou a trabalhar quando o deixou – aos 25. E desde então saltita de trabalho em não trabalho.
“Não fico muito tempo. Não gosto que me calquem. Se calhar, tenho de aprender a engolir. Se calhar, sou assim e nunca vou mudar.”
Não vê o emprego como fundamental?
“Neste momento, o único curso que tenho é de ajudante de cozinha. Se arranjo um trabalho a ganhar 500 euros e uma casa a pagar 300, com que dinheiro fico? O que como? Estou um bocado perdida. Tenho de conseguir recuperar o meu espaço, os meus dois filhos, mas vai demorar. Vou viver o dia-a-dia. Não vou fazer planos. Fazer planos não leva a lado nenhum.”
Alguém fez planos para ela, como alguém fez planos para o bairro. O plano feito para o bairro combate a pobreza? “Ainda decorrem negociações para ultimar aspectos do projecto, pelo que se considera prematuro produzir declarações neste momento”, respondeu o assessor do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, quando se lhe pediu para conversar sobre isto com a coordenadora da equipa que aqui se instalou em Fevereiro de 2009.
José António Pinto não acredita que a Iniciativa Bairros Críticos resgate o Lagarteiro à letargia: “As pessoas estão cansadas de projectos. Os resultados têm sido zero. O que é a Iniciativa Bairros Críticos? Uma comissão de festas! As questões centrais passam-lhe ao lado. As pessoas precisam de obras dentro de casa, de desdobramentos, de equipamentos sociais, de emprego. Nem só o edificado é importante? É verdade. É preciso melhorar a auto-estima? É verdade. Mas o bairro está pior. Há mais pobres, mais putas, mais tráfico, mais esquemas, mais economia paralela. Também há mais parabólicas…”
Ana Cristina Pereira
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Observações pessoais:
Concordo com algumas coisas, discordo de outras. Acho que o RSI é muita das vezes mal empregue. Custa-me aceitar que para pessoas sem obrjectivos pessoais e profissionais haja um enorme facilitismo para conseguir a atribuição de RSI, para pessoas que tiveram pequenos azares que lhes modificou a vida esperam meses pelo deferimento. Tenho uma amiga minha, divorciada, com um filho de 5 anos. Separou-se recentemente porque era vitima de maus-tratos fisicos e essencialmente psicologicos, e p processo da separação e da guarda da criança continua a desenrolar-se nos tribunais. Enquanto isto, a minha amiga foi obrigada a ir para casa dos pais.Desempregada e com um filho de 5 anos, resolveu apostar nela propria e investir num sonho antigo: tirar a carteira profissional d cabeleireira. Viu-se obrigada a recorrer ao RSI para se sustentar, sustentar o filho, e conseguir pagar o seu curso para mudar o rumo da sua vida. Esperou 5 meses e teve que fazer prova mais que uma vez que estava em processo de divórcio, porque o requerimento vinha sempre indeferido.Hoje trabalha num salão de cabeleireiro cá em Coimbra, continua a viver em casa dos pais com o seu filho. O processo continua a arrastar-se nos tribunais. Mas está a começar a organizar a vida dela, a juntar uns trocos para um dia ter o seu cantinho.O ex-marido da minha amiga, denunciou a CPCJ que ela maltrata a criança e que a criança nao tinha condições habitacionais e que passava fome. As técnicas da CPCJ na mesma semana foram conhecer o lar da minha amiga, mas para a ajudar esteve 5 meses à espera do deferimento do RSI.
Não acredito que o problema do Lagarteiro passe só pelo bairro, pelo ambiente e pessoas do bairro, não acredito que é por as pessoas terem-se deixado ficar pelo bairro ou pela área circundante. Acredito que passa pela falta de expectativas que as pessoas tem acerca de si proprias e a forma como isso transcende as gerações. Se temos fracas expectativas acerca de uma criança, e se as deixarmos transparecer, a criança vai interiorizar isso e acaba por ser uma pessoa com fracas expectativas acerca de si propria e do seu desempenho. A imagem do Lagarteiro contribui e muito para este cenário.
Penso que exige medidas multidisciplinares e criativas para tentar encontrar o bom caminho. Os recursos são escassos e o Estado aposta cada vez menos na área social. O peso deste cenário e de outros vai-se amontoando como quando deixamos acumular a roupa para passar a ferro. Afecta-nos a todos, tem um enorme impacto na sociedade em geral, mas para os politicos que vivem em bairros ou apartamentos fantásticos o que é que isso importa????
Oferta de Emprego
Descrição
A Adecco Recursos Humanos encontra-se neste momento a recrutar para empresa sua cliente, ligada à área da saúde, profissionais com o seguinte perfil:
Requisitos
- Formação superior;
- Experiência na área;
- Responsável;
- Dinâmico (a);
- Residência na zona (factor preferencial);
- Disponibilidade total e imediata;
Os interessados deverão enviar o seu CV para braga@adecco.com ou entrar em contacto através do 253202680.
Os candidatos validados serão contactados no prazo máximo de 15 dias.
A Adecco Recursos Humanos encontra-se neste momento a recrutar para empresa sua cliente, ligada à área da saúde, profissionais com o seguinte perfil:
Requisitos
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- Responsável;
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Os interessados deverão enviar o seu CV para braga@adecco.com ou entrar em contacto através do 253202680.
Os candidatos validados serão contactados no prazo máximo de 15 dias.
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Breathingearth
http://www.breathingearth.net/
Um dos recursos curiosos que a web disponibiiza.
O mapa, além de indicar quantas pessoas nascem e morrem no mundo a cada instante, revela-nos, também, a população de cada país e as emissões de CO2. Basta colocar o cursor em cima de cada país.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Cáritas de Portugal ajuda a reconstruir 376 casas na Índia
Contribuição resulta da campanha de ajuda ao Sudeste Asiático
| Uma delegação da Cáritas Portuguesa encontra-se na Índia para avaliar a implementação de projectos de desenvolvimento resultantes da campanha de apoio às vítimas do Sudeste Asiático, realizada após o tsunami ocorrido em 2004. Os habitantes de Sattankupan foram recolocados em 376 casas construídas pela Sociedade de Serviço Social de Chennai, com a ajuda financeira da instituição de apoio social da Igreja católica. Entre as várias famílias beneficiadas, Bhaskar, a mulher e mais cinco filhos estão agora numa situação melhor. “Vivia numa casa com mais seis famílias. Agora vivemos em casas separadas. Cada um tem a sua. É mais confortável para nós. Sentimo-nos muito melhor”, diz Bhaskar. Outras aldeias não tiveram a mesma sorte: Kanniapan e Alamelur residem numa povoação de pescadores, a poucos quilómetros de Sattankupan, encontrando-se, entre muitos outros, à espera de realojamento. Nos dias bons, Kanniapan consegue trazer para casa 200 rupias, cerca de 3 euros e meio, mas há duas semanas que o dinheiro escasseia para alimentar a família. O casal e os oito filhos partilham uma cabana feita de folhas de palmeira, num espaço exíguo. “Vivíamos numa aldeia aqui perto e perdemos a casa com o tsunami. Como não tínhamos documentos, não nos deram uma casa nova. Viemos morar para esta terra, mas não é nossa, é do governo. O governo pôs aqui as pessoas que ficaram desalojadas. E aqui ficámos”, conta a mulher. O dinheiro recolhido com a campanha "Cáritas Ajuda as Vítimas do Sudeste Asiático" já contribuiu com mais de 700 mil euros para projectos de apoio às populações afectadas pela catástrofe. João Duarte (RR), na Índia |
Consultar aqui
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Oferta de Emprego
JUNTE-SE A NÓS.
Se desejar integrar a nossa equipa e colaborar nas áreas do Apoio Domiciliário e das Residências Assistidas, envie o seu Curriculum Vitae (CV) para recrutamento@residenciasmontepio.pt, indicando os seguintes dados:
Nome completo
Morada
Contactos telefónicos
Endereço de e-mail
N.º Contribuinte
N.º Carta de Condução
Nesta data, estamos a recrutar novos colaboradores para exercerem funções na área de Lisboa, e procuramos:
Médicos
Directores Técnicos
Supervisores
Assistentes Sociais
Enfermeiros
Ajudantes de Acção Directa
Técnicos de Manutenção
Se desejar integrar a nossa equipa e colaborar nas áreas do Apoio Domiciliário e das Residências Assistidas, envie o seu Curriculum Vitae (CV) para recrutamento@residenciasmontepio.pt, indicando os seguintes dados:
Nome completo
Morada
Contactos telefónicos
Endereço de e-mail
N.º Contribuinte
N.º Carta de Condução
Nesta data, estamos a recrutar novos colaboradores para exercerem funções na área de Lisboa, e procuramos:
Médicos
Directores Técnicos
Supervisores
Assistentes Sociais
Enfermeiros
Ajudantes de Acção Directa
Técnicos de Manutenção
terça-feira, 6 de julho de 2010
Emprego
Por vezes vejo pedidos de informação por parte de recém profissionais de serviço social em blogs e livros de visita. Aqui fica uma síntese de todos os sites com ofertas que podem visitar.
Como procurar?
Estágios e Emprego
-
Sites Oficiais para procura de emprego
BEP – Bolsa de Emprego Público
-
Espaços de Partilha de Informação sobre Emprego em Serviço Social
http://www.netcode.pt/bukes/ver_buke.php?bid=4023&page=1
-
Emprego no Estrangeiro
Site oficial de Emprego para a União Europeia http://europa.eu.int/eures/home.jsp?lang=pt. Para selecionares a opção de assistente social, escolhes as seguintes opções: 1º Outros especialistas das profissões intelectuais e cientificas; 2º Especialistas das ciências sociais e humanas; 3º Especialistas do trabalho social; escolher o país desejado.
Programa Leonardo da Vinci permite estágios em mobilidade http://www.socleo.pt/old/menu/leonardo/leona…UK – Reino Unido – A General Social Care Council (http://www.gscc.org.uk/Home/) promove o registo dos Assistentes Sociais e só com esse registo pode exercer.
-
Estágios Profissionais – PEPAL
Legislação e o Formulário de Candidatura no site da Direcção Geral das Autarquias Locais
Portaria n.º 286/2008, D.R. n.º 72, Série I de 2008-04-11 – Altera a Portaria n.º 1211/2006, de 13 de Novembro, que regulamenta o Programa Estágios Profissionais na Administração Local (PEPAL)
LOCAL DA REALIZAÇÃO DOS ESTÁGIOS – Os estágios decorrem nas autarquias locais e nas entidades intermunicipais, de acordo com a distribuição prevista no despacho n.º 404/2007.
DESTINATÁRIOS DO PEPAL – Os estágios profissionais organizados no âmbito do PEPAL destinam-se a jovens com idade compreendida entre os 18 e os 30 anos (à data da apresentação da candidatura), possuidores de licenciatura ou bacharelato (níveis de qualificação V e IV) ou habilitados com curso de qualificação profissional (nível III), recém-saídos dos sistemas de educação e formação à procura do primeiro emprego ou desempregados à procura de novo emprego que não tenham frequentado o PEPAP ? Programa de Estágios Profissionais na Administração Pública Central. Têm prioridade no acesso ao PEPAL os jovens à procura de emprego que, nessa qualidade, se encontrem inscritos há mais de três meses nos centros de emprego, sendo da responsabilidade do candidato informar a entidade onde se realiza o estágio da prioridade.
DIVULGAÇÃO - O lançamento de estágios é publicitado por meios adequados, incluindo, obrigatoriamente, anúncios publicados em órgãos de comunicação social de expansão nacional, regional ou local e na BEP (www.bep.gov.pt). Os avisos de oferta de estágios, obedecem a modelo próprio e são remetidos pelas entidades onde decorrerão para o IEFP e para a Direcção-Geral das Autarquias, em momento anterior à respectiva publicitação nos órgãos de comunicação social, para os seguintes endereços de correio electrónico: dem@iefp.pt; pepal@dgaa.pt
CANDIDATURAS- As candidaturas são formalizadas de acordo com o aviso de oferta de estágios e remetidas para o endereço constante nesse aviso. A prova da situação de desemprego pelo estagiário, pode ser feita por declaração de entidade pública idónea para o efeito, a pedido do próprio, desde que permita demonstrar, de forma inequívoca, a situação de desemprego, nomeadamente, IEFP, Segurança Social e Direcção-Geral dos Impostos. O prazo para apresentação das candidaturas é o determinado no aviso de oferta de estágios, o qual deve ser razoável. Presume-se razoável o prazo não inferior a 5 dias úteis para a apresentação das candidaturas.
RECRUTAMENTO E SELECÇÃO – A responsabilidade para o recrutamento e selecção dos candidatos compete às autarquias locais ou das entidades intermunicipais onde decorrem os estágios, as quais podem recorrer a entidades públicas ou privadas detentoras de conhecimentos especializados para a realização das respectivas operações.
PROCEDIMENTO DE RECRUTAMENTO – Os candidatos admitidos são sujeitos aos métodos de selecção constantes no aviso de oferta de estágios, de acordo com os critérios de selecção e respectivas ponderações que devem ser fixados em momento anterior à data limite para apresentação de candidaturas. As listas de classificação devem ser notificadas aos candidatos.
CONTRATO DE FORMAÇÃO EM POSTO DE TRABALHO – No início do estágio, a entidade onde o mesmo decorre celebra com o estagiário um contrato de formação em posto de trabalho, onde se prevejam os correspondentes direitos e deveres. A celebração do contrato de formação em posto de trabalho é comunicada ao IEFP e à DGAL, no prazo de 10 dias após a sua celebração por e-mail (dem@iefp.pt pepal@dgaa.pt
)DURAÇÃO DO ESTÁGIO – O estágio profissional na administração local tem a duração de 12 meses.
DIREITOS DO ESTAGIÁRIO – O estagiário tem direito a uma bolsa de formação com o seguinte valor: 2 x RMM para os estagiários com habilitação de nível superior (níveis V e IV); 1,5 x RMM para os estagiários de formação técnico-profissional (nível III). (a retribuição mínima mensal garantida, no ano 2007, é de 403, de acordo o disposto no Decreto-lei n.º 2/2007, de 3 de Janeiro) Para além da bolsa de formação os estagiários têm o direito a receber o subsídio de refeição nos termos fixados para os trabalhadores da Administração Pública e a um seguro de acidentes pessoais.
ORIENTAÇÃO DO ESTÁGIO – O estágio decorre sob a orientação de um tutor, designado pelo órgão executivo da entidade onde mesmo decorre de entre os seus funcionários que repute mais apropriados para cada estágio.
12. AVALIAÇÃO DO ESTÁGIO – Os estagiários devem proceder à avaliação do estágio decorridos seis meses da sua frequência e no seu termo.
Há mais informação nas páginas referidas no início.
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Estágios Profissionais – PEPAP
O Programa Estágios Profissionais na Administração Pública Central (PEPAP) visa contribuir para a inserção dos jovens na vida activa, conplementando uma qualificação preexistente através de uma formação prática a decorrer no âmbito dos serviços públicos.
Os estágios profissionais, com duração de 12 meses, destinam-se a jovens com idades compreendidas entre os 18 e os 30 anos, possuidores de licenciatura ou bacharelato (níveis de qualificação V e IV) ou habilitados com curso de qualificação profissional (nível III), que se encontrem nas seguintes condições:
. Recém-saídos do sistema de educação e formação à procura do 1º emprego;
. Desempregados à procura de novo emprego.
. Recém-saídos do sistema de educação e formação à procura do 1º emprego;
. Desempregados à procura de novo emprego.
As ofertas de estágios, da responsabilidade das entidades onde decorrem, são publicitadas na Bolsa de Emprego Público (BEP) e em dois jornais de expansão nacional.
Blogs que regularmente são colocados várias ofertas de emprego
Outros sites de procura de emprego
Concursos Públicos
Medidas de Apoio ao Emprego - IEFP - Estágios Profissionais
Programa Estágios Profissionais
O Programa Estágios Profissionais tem como objectivo apoiar a transição entre o sistema de qualificação e o mercado de trabalho, bem como apoiar a melhoria das qualificações e a reconversão da estrutura produtiva e, nomeadamente:
a) Complementar e aperfeiçoar as competências dos desempregados, de forma a facilitar o seu recrutamento e integração;b) Aumentar o conhecimento de novas formações e competências por parte das empresas e promover a criação de emprego em novas áreas.
Os destinatários deste Programa são os jovens, até aos 35 anos, inclusive, aferida à data de início do estágio à procura de primeiro emprego ou de novo emprego e com ensino secundário completo ou nível de qualificação 3 ou superior, de acordo com a Decisão nº 85/368/CEE, do Conselho, de 16 de Julho, publicada no Jornal Oficial das Comunidades Europeias nº L 199, de 31 de Julho.
No caso das pessoas com deficiência e incapacidade não se aplica o limite máximo de idade.
Considera-se jovem desempregado à procura do primeiro emprego, aquele que se encontra numa das seguintes situações:
a) Esteja inscrito no IEFP, I. P. como tal;b) Nunca teve registos de remunerações na segurança social;c) Não tenha exercido uma ou mais actividades profissionais (por conta de outrem ou como trabalhador independente) por um período de tempo, no seu conjunto superior a 12 meses;d) Tenha prestado trabalho indiferenciado em profissão não qualificada integrada no grande grupo 9 da Classificação Nacional de Profissões.
Considera-se desempregado à procura de novo emprego, aquele que se encontra numa das seguintes situações:
a) Tenha adquirido uma formação qualificante que lhe permita o acesso a nível de qualificação distinto (nível de qualificação superior ao que detinha) e não tenha tido ocupação profissional, nessa área, por período superior a 12 meses;b) Esteja inscrito no IEFP, I. P. com código de Classificação Nacional de Profissões, da última profissão, distinto da profissão em que vai estagiar, independentemente de adquirir um nível de qualificação superior ao que detinha.A situação prevista na alínea b) do ponto anterior aplica-se apenas durante o ano de 2009.
Programa Estágios Qualificação-Emprego
O Programa Estágios Qualificação-Emprego tem como objectivo apoiar a transição entre o sistema de qualificação e o mercado de trabalho, bem como apoiar a melhoria das qualificações e a reconversão da estrutura produtiva e, nomeadamente:
a) Complementar e aperfeiçoar as competências dos desempregados, de forma a facilitar o seu recrutamento e integração;b) Apoiar a inserção na vida activa de desempregados que obtiveram qualificações em áreas distintas da sua qualificação de origem;c) Melhorar o acesso por parte de empregadores a novas formações e competências e promover a criação de emprego em novas áreas.
Os destinatários deste Programa são os desempregados com mais de 35 anos, à procura do primeiro ou de novo emprego, que concluiu, há menos de 3 anos, aferidos à data da candidatura, uma das seguintes ofertas de qualificação:
a) Ensino básico ou secundário, nomeadamente, no âmbito da Iniciativa Novas Oportunidades;b) Formação modular certificada com a duração igual ou superior a duzentas e cinquenta horas;c) Curso de especialização tecnológica;d) Curso de ensino superior.
A aferição da idade dos estagiários é efectuada à data de início do estágio.
Considera-se desempregado à procura do 1º emprego aquele que se encontra numa das seguintes situações:
a) Esteja inscrito no IEFP, I. P. como tal;b) Nunca teve registos de remunerações na segurança social;c) Não tenha exercido uma ou mais actividades profissionais (por conta de outrem ou como trabalhador independente) por um período de tempo, no seu conjunto superior a 12 meses;d) Tenha prestado trabalho indiferenciado em profissão não qualificada integrada no grande grupo 9 da Classificação Nacional de Profissões.
Considera-se desempregado à procura de novo emprego aquele que se encontra numa das seguintes situações:
a) Esteja inscrito no IEFP, I. P. como tal;b) Sem registos de remunerações na Segurança Social há mais de 12 meses.
Medida Estágios INOV-JOVEM
A Medida INOV-JOVEM apoia a realização de estágios profissionais em PME, possibilitando aos jovens com qualificação superior uma formação prática em contexto real de trabalho com vista a promover a sua inserção na vida activa.
Para efeitos da medida considera-se qualificação superior o diploma de ensino superior completo (bacharelato, licenciatura, mestrado ou doutoramento).
Os destinatários desta medida são os jovens desempregados com idade até aos 35 anos, inclusive, aferidos à data de início do estágio, habilitados com qualificação de nível superior em áreas de qualificação específicas e desde que se encontrem na situação de desempregados à procura do primeiro ou de novo emprego.
Para efeitos da medida considera-se desempregado, os jovens não empregados, disponíveis para trabalhar e que procuram activamente trabalho, comprovada pela inscrição num centro de emprego ou por declaração do próprio.
No caso das pessoas portadoras de deficiência não se aplica o limite máximo de idade.
curso de formação
Chama-se arte-terapia à utilização de processos criativos como pintar ou moldar para expressar sentimentos ou conflitos emocionais que dificilmente vêm à tona. Os cursos dedicados à arte-terapia permitem direccionar as experiências criativas dos alunos, interpretá-las e tirar partido delas para o seu crescimento pessoal. | |||||
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| M 1 - A Arte-Terapia em Portugal M 2 - Arte-Terapia no jardim de infância M 3 - Arte-Terapia com crianças M 4 - Arte-Terapia com adolescentes M 5 - Arte-Terapia com idosos M 6 - Arte Psicoterapia e o desenvolvimento da criatividade M 7 - Arte Psicoterapia e as psicopatologias M 8 - Arte Psicoterapia com adolescentes | |||||
Arte-Terapeutas em formação, profissionais e estudantes das áreas de Educação, Psicologia, Artes, Sociologia, Serviço Social, Enfermagem, Animação Cultural, Medicina, etc. É solicitado aos formandos que levem algum material de pintura simples, como lápis de cor ou marcadores e papel para desenho, e ainda um instrumento musical. Roupa confortável, material de pintura/desenho, papel (do tipo que sentir necessidade de utilizar) e um instrumento musical à escolha. Os cursos e workshops de arte-terapia podem ter várias finalidades. Tanto se podem dirigir a pessoas que precisem de melhorar o seu autoconhecimento, de forma a adquirirem maior estabilidade emocional, como a crianças com problemas de desenvolvimento, portadores de HIV, reclusos, jovens institucionalizados ou idosos com a doença de Alzheimer. | |||||
| Av. João de Deus, 64 І 4445-474 Ermesinde A 5 minutos da Santa Rita/McDonal’s de Ermesinde A 5 minutos do Apeadeiro de Águas-Santas/Palmilheira - CP A 5 minutos do Cruzamento do Alto da Maia Em frente à REN de Águas-Santas Paragens de Autocarro à porta: RESENDE e STCP - paragem da Palmilheira | |||||
| 32 horas | |||||
| 200,00€ | |||||
| - Certificado de formação profissional, segundo o Decreto Regulamentar nº.35/2002 (DR 95, I-B Série de 23 de Abril de 2002, Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social), para as pessoas que completem o curso, com aproveitamento após avaliação. - Certificado de frequência de formação profissional, segundo o Decreto Regulamentar nº.35/2002 (DR 95, I-B Série de 23 de Abril de 2002, Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social), para os cursos, acções de formação, módulos ou seminários que não contemplem qualquer tipo de avaliação. | |||||
Observações pessoais:
Para mim Serviço Social não se prende só com burocracia, ou com o encaminhar de utentes para outros serviços, ou com o preenchimento de formulários de requerimentos de subsidios. Serviço Social para mim, na vertente em que em sempre gostei de trabalhar, trata-se de diagnosticar as necessidades do utente, e contribuir de forma positiva para o seu auto-conhecimento, para a sua necessidade de descobrir as competencias que já possuem e se possível contribuir para munir o utente de mais competencias. Se eu me conhecer e souber do que sou capaz, sou capaz de acreditar em mim, de me mudar, ajustar às situações que possam surgir. Isto para mim é Serviço Social. Quando trabalha em contexto de Comunidade Terapeutica, mais importante e valioso que o trabalho técnico, ou as rotinas diárias, ou os momentos de convivio proporcionados pelo próprio quotidiano, era os momentos em que com coisas simples, tentava que se exprimissem através do recurso às artes plásticas. Acredito que só aumentava a sua auto-estima, o seu auto-conhecimento, e a mim proporcionava-me uma enorme satisfação profissional e pessoal. Podia observar a reacção de cada uma ao realizar a tarefa que destinei, o resultado final e daí resultava um melhor conhecimento sobre aquele utente. Daí eu sabia o que tinha de reforçar em cada uma delas, o que havia para ser trabalhado, o que haveria apenas de ser "limado". Era o melhor momento da minha semana.
Na altura so encontrava informações em sites estrangeiros, essencialmente brasileiros. Aconselho a todos os que trabalham com crianças, jovens, pessoas com problemas de dependencias, etc. Eu vou participar.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Seminário
A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) é uma das mais antigas instituições privadas de apoio social de todo o mundo, celebrando em 2010 os seus 512 anos de existência. E continua a ser, igualmente, uma das mais importantes referências nacionais na promoção do bem-estar e da qualidade de vida das pessoas, prioritariamente dos mais desprotegidos da região de Lisboa, através da prestação de serviços de acção social, saúde, educação, ensino e cultura e, mais recentemente, no empreendedorismo e inovação social.
No quadro do compromisso desde sempre assumido e continuamente renovado, de realizar um percurso inovatório de construção e dinamização de uma nova geração de políticas e organizações de apoio social adequadas aos desafios do futuro, a SCML vai organizar, nos dias 8 e 9 de Julho, na Fundação Calouste de Gulbenkian, o II Seminário “Inovação e Empreendedorismo Social”.
Nesta edição do seminário, aceitando o repto lançado pelo Ano Europeu do Combate à Pobreza e à Exclusão Social, o programa de trabalhos irá centrar-se na reflexão e no debate sobre o empreendedorismo e a inovação social como ferramentas de mitigação e resolução dos fenómenos de pobreza e exclusão.
No quadro do compromisso desde sempre assumido e continuamente renovado, de realizar um percurso inovatório de construção e dinamização de uma nova geração de políticas e organizações de apoio social adequadas aos desafios do futuro, a SCML vai organizar, nos dias 8 e 9 de Julho, na Fundação Calouste de Gulbenkian, o II Seminário “Inovação e Empreendedorismo Social”.
Nesta edição do seminário, aceitando o repto lançado pelo Ano Europeu do Combate à Pobreza e à Exclusão Social, o programa de trabalhos irá centrar-se na reflexão e no debate sobre o empreendedorismo e a inovação social como ferramentas de mitigação e resolução dos fenómenos de pobreza e exclusão.
Emprego
Aviso n.º 12387/2010. D.R. n.º 119, Série II de 2010-06-22 - Serviço Social - Castelo Branco. Ministério da Saúde - Instituto da Droga e da Toxicodependência, I. P. - Delegação Regional do Centro. Procedimento concursal comum para constituição de relação jurídica de emprego público por tempo indeterminado destinado ao preenchimento de um posto de trabalho da carreira e categoria de técnico superior - área de serviço social
Aviso n.º 12389/2010. D.R. n.º 119, Série II de 2010-06-22 - Segurança Social (ou será Serviço Social ?) - Guarda. Ministério da Saúde - Instituto da Droga e da Toxicodependência, I. P. - Delegação Regional do Centro. Procedimento concursal comum para constituição de relação jurídica de emprego público por tempo indeterminado, destinado ao preenchimento de um posto de trabalho da carreira e categoria de técnico superior - área de segurança social
Emprego Serviço Social
Vaga de PND na Comissão Europeia – DG Emprego, Assuntos Sociais e Igualdade de Oportunidades
http://www.acs.min-saude.pt/files/2010/07/DG-Emprego-Ass-Sociais-F-41.pdf
domingo, 4 de julho de 2010
GRINAPSS COLABORA EM INTERCÂMBIO INTERNACIONAL DE PROFISSIONAIS INGLESES NA CASA PIA DE LISBOA
Intercâmbio Internacional -Visita à Casa Pia de Lisboa de Técnicos Ingleses
Por Intermédio do Comité Executivo da Federação Internacional dos Assistentes Sociais – Europa (www.ifsw.org) na pessoa de Cristina Martins, e de colaboração com o Grupo das Relações Internacionais da Associação dos Profissionais de Serviço Social (www.grinapssinforma.blogspot.com), na pessoa de Graça André, foi solicitado à Casa Pia de Lisboa uma visita com vista a um intercâmbio com um grupo de interventores sociais do Reino Unido.
Tratava-se de um grupo de 5 profissionais na área da intervenção social (assistentes sociais e formadores) com trabalho na área dos recursos destinados a crianças e jovens, sendo aqueles, profissionais pós-graduados pela Universidade de Southhampton, na área dos Recursos Humanos, Desenvolvimento e Mudança Social. Os visitantes foram Paula Warrilow (que liderou o grupo), Linze Dawn, Sean Cullen, Hayley Corbelt e Joe Dears.
Conforme o solicitado e disponibilidade da organização, realizou-se no passado dia 10 de Março, uma visita ao Centro Educativo e de Desenvolvimento (CED) de Santa Clara - Lar J.J Aguiar ( Ajuda ). Para conhecimento da oferta educativa, foi promovida uma reunião com membros da equipa de trabalho, em que participaram o Educador e Assessor Paulo Videira, as Psicólogas Zélia Barroso e Sandra Mourisco e as Assistentes Sociais Paula Farinha e Lúcia Fernandes, sendo apresentadas e debatidas as seguintes temáticas:
- a competência e formação desses técnicos;
- reflexão sobre a mudanças (e impactos ) nas organizações desta natureza .
A visita foi organizada e acompanhada pela socióloga da Unidade de Planeamento e Gestão Estratégica da Casa Pia de Lisboa, Luísa Ferreira, que também colaborou no domínio da língua inglesa.
Além da satisfação manifestada pelos visitantes e dos técnicos da CPL, pela oportunidade da troca de experiencias e conhecimentos, ficaram em aberto hipóteses de futuros intercâmbios e projectos conjuntos, assim como a divulgação das experiencias de trabalho entre os dois países na área dos recursos humanos, desenvolvimento e mudança organizacional no campo especifico das respostas organizacionais para crianças e jovens.
GRINAPSS
BIBLIOTECA MUNDIAL ON LINE DA EUROPA
A biblioteca multimédia on-line da Europa, "Europeana", está acessível ao público, que através da Internet poderá aceder a mais de dois milhões de obras dos 27 Estados-membros da União Europeia. Esta biblioteca virtual conta com livros, mapas, gravações, fotografias, documentos de arquivo, pinturas e filmes do acervo das bibliotecas nacionais e instituições culturais dos 27 Estados-Membros da UE, tendo por exemplo de Portugal a Carta plana de parte da Costa do Brasil, um mapa de 1784.
Acessível, em todas as línguas da UE, através do endereço http://www.europeana.eu/ a biblioteca multimédia europeia conta com material fornecido por mais de 1000 organizações culturais de toda a Europa, incluindo Museus, como o Louvre de Paris, que forneceram digitalizações de quadros e objectos das suas colecções. Segundo a Comissão Europeia, que lançou esta iniciativa em 2005, este é "apenas o começo", pois a ideia é expandir a biblioteca, envolvendo também o sector privado, e o objectivo é que em 2010 a Europeana dê acesso a pelo menos dez milhões de obras "representativas da riqueza da diversidade cultural da Europa e terá zonas interactivas, nomeadamente para comunidades com interesses especiais".
"Com a Europeana, conciliamos a vantagem competitiva da Europa em matéria de tecnologias da comunicação e de redes com a riqueza do nosso património cultural. Os europeus poderão agora aceder com rapidez e facilidade, num único espaço, aos formidáveis recursos das nossas grandes colecções", comentou o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso. Por seu turno, a comissária europeia para a Sociedade da Informação e os Meios de Comunicação, Viviane Reding, apelou "às instituições culturais, editoras e empresas de tecnologia europeias para que alimentem a Europeana com mais conteúdos em formato digital".
Lusa
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Voluntariado
Somos uma Instituição Particular de Solidariedade Social, com poucos recursos financeiros, estamos perto do lumiar,(lisboa) e a nossa população é idosos.
Necessitamos de um Voluntário a part - time durante 2 meses (não renumerado) a apenas com direito ao almoço ou lanche, que tenha algum conhecimento e gosto por idosos, pois irá estar em contacto directo com os mesmos. Não temos preferencia por sexo, apenas que tenha entre 23 e 35 anos de idade e que seja dinâmico
Passamos declaração para constar em C.V
Contacto: cspcgalinheiras@gmail.com
Necessitamos de um Voluntário a part - time durante 2 meses (não renumerado) a apenas com direito ao almoço ou lanche, que tenha algum conhecimento e gosto por idosos, pois irá estar em contacto directo com os mesmos. Não temos preferencia por sexo, apenas que tenha entre 23 e 35 anos de idade e que seja dinâmico
Passamos declaração para constar em C.V
Contacto: cspcgalinheiras@gmail.com
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Ironias da minha vida
Lembram-se de eu vos ter contado uma conversa ao telefone com uma empresa de recrutamento???
Pois bem....eu acredito sempre que as pessoas mais dia menos dia tem o que merecem. No outro dia estava eu a trabalhar e como sempre fui espreitar o meu telemovel visto que ando sempre com o receio que seja contactada pelo Infantário da Iris. E toca o telefone:
Eu: Estou sim.
XXX: Fala o Sr. XXXX da empresa de recrutamento xxxxxxx e tinha aqui o seu curriculo. Um dos nossos clientes precisa de um funcionária para as suas lojas não sei se está interessada....
Eu: Por acaso já estou a trabalhar. Mas mesmo que não estivesse, só pela forma que a sua colega xxxx me tratou aqui há uns dias também não estava interessada. Sabe é que eu acredito que a boa educação quer-se em todo o lado, e nós nunca sabemos o dia de amanhã. A sua colega hoje tem trabalho, amanhã poderá estar como eu já estive desempregada e certamente não gostaria de ser mal tratada. Vocês a terem funcionários mal educados com os vossos clientes também não vão longe, porque as pessoas falam, conversam e as noticias espalham-se. Mas como lhe disse inicialmente já não preciso, muito obrigado na mesma. E um obrigado em especial à sua colega xxxxx a quem eu lhe desejo muito sorte na vida, mas acima de tudo um bocadinho mais de humildade e boa educação não lhe ficavam nada mal. Boa tarde.
E desliguei.
Pois é....amor com amor se paga. Só não pensei que fosse tão cedo. Feitio ranhoso que eu tenho não me deixa esquecer aqueles que me pisam. Mesmo que tivesse desempregada o meu orgulho levava-me a recusar na mesma. Há vários tipos de orgulho. O meu implica não me humilhar perante aqueles que já me pisaram. É o pouco que levamos desta vida....é o respeito pelo próximo. Se não sou respeitada também não consigo respeitar.
Pois bem....eu acredito sempre que as pessoas mais dia menos dia tem o que merecem. No outro dia estava eu a trabalhar e como sempre fui espreitar o meu telemovel visto que ando sempre com o receio que seja contactada pelo Infantário da Iris. E toca o telefone:
Eu: Estou sim.
XXX: Fala o Sr. XXXX da empresa de recrutamento xxxxxxx e tinha aqui o seu curriculo. Um dos nossos clientes precisa de um funcionária para as suas lojas não sei se está interessada....
Eu: Por acaso já estou a trabalhar. Mas mesmo que não estivesse, só pela forma que a sua colega xxxx me tratou aqui há uns dias também não estava interessada. Sabe é que eu acredito que a boa educação quer-se em todo o lado, e nós nunca sabemos o dia de amanhã. A sua colega hoje tem trabalho, amanhã poderá estar como eu já estive desempregada e certamente não gostaria de ser mal tratada. Vocês a terem funcionários mal educados com os vossos clientes também não vão longe, porque as pessoas falam, conversam e as noticias espalham-se. Mas como lhe disse inicialmente já não preciso, muito obrigado na mesma. E um obrigado em especial à sua colega xxxxx a quem eu lhe desejo muito sorte na vida, mas acima de tudo um bocadinho mais de humildade e boa educação não lhe ficavam nada mal. Boa tarde.
E desliguei.
Pois é....amor com amor se paga. Só não pensei que fosse tão cedo. Feitio ranhoso que eu tenho não me deixa esquecer aqueles que me pisam. Mesmo que tivesse desempregada o meu orgulho levava-me a recusar na mesma. Há vários tipos de orgulho. O meu implica não me humilhar perante aqueles que já me pisaram. É o pouco que levamos desta vida....é o respeito pelo próximo. Se não sou respeitada também não consigo respeitar.
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