domingo, 18 de setembro de 2011


Crianças e Jovens em Risco | Conferência
A Fundação Calouste Gulbenkian promove, no dia 29 de Setembro a Conferência Crianças e jovens em risco – A família no centro da intervenção.
Este evento decorre do programa do Programa Crianças e Jovens em Risco, sob a coordenação científica do Prof. Doutor Daniel Sampaio, e da realização de um concurso para projetos no âmbito da Formação Parental. As entidades selecionadas para promover esses projetos foram:  Associação Arisco, Centro Dr. João dos Santos – Casa da Praia, Questão de Equilíbrio, Fundação Portuguesa “A Comunidade contra a Sida”, Associação Pressley Ridge, Instituto das Comunidades Educativas, Associação Margens e Movimento de Defesa da Vida
O trabalho desenvolvido durante 3 anos (2007-2010) por estas entidades – em parceria com entidades locais e em articulação com a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens territorial – está agora apresentado no livro “Crianças e Jovens em Risco – a Família no Centro da Intervenção”.
De manhã vai decorrer a conferência, com os seguintes temas e oradores:
1)     What matters to people in their family lives and personal relationships? And what are the implications for policy? Fiona Williams, Emeritus Professor of Social Policy – University of Leeds, Professor at the Social Policy Research Centre – University of the New South Wales
2)     A autoridade dos pais nas famílias com adolescentes. Daniel Sampaio, Coordenador Científico do Programa Crianças e Jovens em Risco da Fundação Calouste Gulbenkian, Professor de Psiquiatria e Saúde Mental na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa
Da parte da tarde decorre a Mesa Redonda, com a presença das equipas técnicas dos projetos de Educação Parental. As temáticas abordadas são:
  • · O perfil do Educador Parental
  • · Trabalho em rede no âmbito da Educação Parental
  • · Supervisão e Avaliação de Projetos no âmbito da Educação Parental
Ao final do dia e a encerrar este encontro, é feito o lançamento do livro “Crianças e Jovens em Risco – a família no centro da    intervenção”, com a apresentação de Madalena Alarcão (Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra)
Este evento é gratuito.
Para mais informações, contatar a Fundação Calouste Gulbenkian:    Av. de Berna, 45A  - 1067-001 Lisboa                Telf: +351217823544              pgdh@gulbenkian.pt

PRODER


Primeiro Centro de Noite para Idosos inaugurado em Ponta Delgada com capacidade para oito utentes

Publicado: 2011-09-12 11:25:31 | Actualizado: 2011-09-12 11:27:55
Por: António Gil
Primeiro Centro de Noite para Idosos inaugurado em Ponta Delgada com capacidade para oito utentes

O primeiro Centro de Noite para Idosos dos Açores foi este fim-de-semana inaugurado, em Ponta Delgada, para apoiar utentes que podem viver sozinhos durante o dia nas suas casas, mas necessitam de um local onde dormir em segurança.


"A inauguração do Centro de Noite de Ponta Delgada permite iniciar e diversificar a oferta das respostas dirigidas aos mais idosos e assim responder às necessidades até agora não satisfeitas", sublinhou a secretária regional do Trabalho e Solidariedade Social, Ana Paula Marques, na inauguração do novo equipamento.

O Centro, que representa um investimento superior a 550 mil euros, resulta da remodelação de uma antiga residência localizada na cidade de Ponta Delgada, e terá capacidade para acolher oito idosos.

(Lusa)



Como os outros nos vêem
12 Setembro2011  |  11:48
Luis Nazaré 

Por muitas e pobres razões, somos o povo mais mal-agradecido do planeta. Quando a vida corre melhor, devemo-lo à "estranja".
Por muitas e pobres razões, somos o povo mais mal-agradecido do planeta. Quando a vida corre melhor, devemo-lo à "estranja". Quando não, o pecado mora em casa. Temos maus indicadores em certos domínios económicos e sociais? Somos nós os responsáveis, mais ninguém. Temos bons indicadores? Sentimo-nos logo culpados por estarmos à frente da maioria, esbanjando recursos escassos e sacrificando maleficamente as gerações futuras. Há uma crise? Venha uma tríade de olhos azuis e cabelos loiros para nos castigar, que bem merecemos. Acolhê-la-emos de braços abertos, felizes por termos sido objecto de tão criteriosa atenção. Esta leitura punitiva está longe de ser partilhada pelos que nos observam com atenção.

É certo que não podemos viver acima das nossas posses e da nossa capacidade de endividamento, muito menos num mundo globalizado onde os factores de produção se deslocam com a mesma facilidade da transferência da sede de um grupo económico para um paraíso fiscal. É certo que facilitámos, na convicção de que a União Europeia, a moeda única e o crescimento económico acomodariam sem problemas de maior as nossas aspirações a uma melhoria das condições de vida. Mas os resultados são inquestionáveis. Nos últimos 25 anos, enquanto a indústria se deslocalizava para o Oriente, Portugal conseguiu atingir um patamar de qualidade de vida que nem os revolucionários de Abril imaginariam ser possível.

Agora, que a crise económica internacional nos atingiu em pleno, desatámos a carpir mágoas pelos males do crédito fácil e do que ele permitiu alcançar. Para quem tem da política uma ideia de gestão do almoxarifado, os efeitos perversos são aflitivos. Mas, pelo menos na esfera das políticas públicas, a ineficiência económica e social do trajecto seguido está longe de ficar provada. Auto-estradas a mais, hospitais em excesso, escolas caras? Não é o que pensam aqueles com quem, no futuro próximo, mais poderemos contar como parceiros económicos - os países lusófonos -, nem sequer aqueles de quem mais dependemos - os nossos parceiros da União Europeia -, embora a tríade e os mercados financeiros queiram fazer crer o contrário.

Todos os que nos visitam enaltecem o salto que Portugal conseguiu alcançar nas suas infra-estruturas e nos sistemas sociais. E nenhum, entre aqueles que verdadeiramente nos conhecem, atribui mais responsabilidades à governação nacional do que à penúria de Europa pela actual situação de crise.

Cada dia que passa, o MoU vai-se dando a conhecer da pior maneira possível, fazendo estrago atrás de estrago, até à desilusão final - o putativo regresso de Portugal aos "mercados", lá para 2013. Pelo caminho, deixará um rasto de empobrecimento económico e social, de descrença generalizada, de atrofia do sistema bancário e de cedência, a preços de saldo, de alguns dos melhores activos nacionais. De pouco valerão uns quantos programas de estímulo à actividade económica, ao empreendedorismo ou à inovação - o cenário é e continuará a ser recessivo por um bom par de anos. Perante as novas previsões do BCE quanto ao crescimento da economia da Zona Euro, o pessimismo adensa-se e as perspectivas de incremento das actividades exportadoras resvalam para o campo da incerteza.

No dia em que o MoU for dado como cumprido - e, infelizmente, teremos mesmo de o cumprir -, as contas públicas portuguesas aparentarão melhor forma, os défices orçamentais estarão controlados, alguns serviços públicos terão sido extintos ou "racionalizados" e o número de autarquias será, provavelmente, menor. Teremos sido bons alunos. Mais pobres do que hoje, sem perspectivas sólidas de futuro, mas bons alunos. Afinal, é assim que eles gostam de nos ver.



Economista; Professor do ISEG
Assina esta coluna mensalmente à segunda-feira



Centro é a região portuguesa com mais suicídios e a culpa é da crise

“A crise está a fazer com que alguns dos fatores sociológicos que podem concorrer para o suicídio estejam na ordem do dia”. Quem dá o alerta é Carlos Braz Saraiva (na foto), psiquiatra responsável pela Consulta de Prevenção de Suicídio nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC). De acordo com o especialista, fatores como “o desemprego, o divórcio, a insegurança ou a falta de horizontes”, que crescem em altura de dificuldades, estão mesmo a contribuir para a evolução do perfil do suicida.
Se antes os dados mostravam que o suicida “médio” português era homem, com mais de 50 anos, a viver na Grande Lisboa, Alentejo ou Algarve, separado, divorciado ou viúvo, desempregado ou reformado, com escassos rendimentos, baixos níveis de instrução e socialmente isolado, entre outras particularidades, hoje algumas destas características estão a mudar.
Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), em 2009, a região Centro foi a zona portuguesa que mais suicídios registou: 267 contra os 238 de Lisboa ou os 202 do Alentejo. Além disso, o número de suicídios aumentou, no total nacional, de 914, em 2006, para 1.014, há dois anos.

Formações




Formações:
- Formação Pedagógica Inicial de Formadores bLearning - Aveiro, Águeda, Albergaria-a-Velha, Espinho e Oliveira de Azeméis - Laboral/Pós Laboral
- Formadores E-Learning
- Profissionais e Técnicos de RVCC 
- Mediadores de Cursos EFA 

- Primeiros Socorros
- Audiologia 
- Avaliação Psicológica no âmbito das necessidades educativas especiais 
- Gerontologia - Noções Básicas e Actividades 

- Finanças para não Financeiros 
- Visual Merchandising - Vitrinismo 
- Técnicas de Vendas e Negociação 

- Espanhol - Nível A1
- Animador Sociocultural - Novas Perspectivas 
- Marketing de Guerrilha 

Workshops:
- Musicoterapia 

Poderá visitar o nosso site em www.psicosoma.pt

 

“24h pelo Combate à Pobreza e à Exclusão Social”

Com base nos dados disponíveis em 2008, 85 milhões de pessoas viviam em risco de pobreza na União Europeia. A crise económica agravou esta situação, expondo ainda mais os grupos vulneráveis. Como tal, a UE deve continuar a intensificar os seus esforços nesta luta, uma vez que se trata de uma questão fundamental nesta nova década, onde é desejável um crescimento sustentável e inclusivo. A redução da pobreza é o motor para esse crescimento.

No entanto, a maioria dos Estados-Membros estão a adoptar medidas de austeridade que vão ter maior impacto nas pessoas que vivem em situação de pobreza e/ou de exclusão social. A sociedade civil mais do que nunca tem um papel determinante na visibilidade da luta contra a pobreza e exclusão social e na sensibilização dos vários sectores da sociedade para uma responsabilidade que é de todos!

No seguimento da iniciativa “24h pelo Combate à Pobreza e à Exclusão Social”, um grupo de organizações decidiram dar continuidade à iniciativa, mas desta vez alargando-a a uma semana, porque, mais do que nunca é necessário reafirmar e reforçar o empenho político em tomar medidas com impacto decisivo no que respeita à erradicação da pobreza.

Em 2010, o “24 Horas” acolheu mais de 100 iniciativas por todo o continente e ilhas durante o dia 6 de Outubro de 2010, num total de mais de 100 entidades públicas e privadas envolvidas.
Para que continue a ser um sucesso apelamos à sua participação na organização de atividades no seu território que decorram na semana de 17 a 23 de Outubro de 2011. Como pode ver no documento de apresentação em anexo, as atividades são da responsabilidade da entidade que as organiza, devendo no entanto, corresponder aos objetivos da iniciativa. São dados alguns exemplos de atividades que decorreram e que poderão replicadas nos diferentes territórios, sem prejuízo para a criatividade de cada organização.

Para congregar e divulgar todas as iniciativas que vão decorrer no país nesta semana, solicitamos o preenchimento da ficha de participação que se encontra no blog http://pelocombatepobreza.blogspot.com/.
Para qualquer dúvida ou sugestão recorre ao email combatepobreza@gmail.com ou ao facebook da iniciativa. Adira à iniciativa porque POBREZA É FICAR INDIFERENTE!



Mestrado em Psicogerontologia Comunitária