domingo, 18 de setembro de 2011


Estratégia Nacional para a Integração das Comunidades Ciganas
Governo tem um plano para uma "efectiva" integração da comunidade cigana http://www.publico.pt/includes/img/vazio.gif?t=1315589852,46875- Jornal público
O Governo está a delinear uma estratégia para integrar a comunidade cigana no país, a única “verdadeira minoria étnica que Portugal tem” e que se estima ser constituída por cerca de 50 mil pessoas.

A notícia foi avançada hoje pelo secretário de Estado Adjunto do Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Feliciano Barreiras Duarte, que está a conduzir a Estratégia Nacional para a Integração das Comunidades Ciganas. “Esta estratégia tem a ver com a necessidade de Portugal procurar encontrar as melhores respostas que permitam uma efectiva integração das comunidades ciganas no nosso país”, disse o governante.

Em declarações à Lusa, o secretário de Estado referiu ter sido solicitado pela União Europeia para concluir a estratégia até final do ano, para “fazer parte de uma estratégia mais ampla de carácter europeu”. Sublinhando que a comunidade cigana é a “verdadeira minoria étnica que Portugal tem”, Feliciano Barreiras Duarte disse que se trata de uma comunidade com “vários problemas associados à sua própria maneira de viver: são muito nómadas, as crianças não vão à escola e há grandes défices de integração derivada da ausência de hábitos de vida associados à educação e ao trabalho”.

Segundo o responsável, “Portugal vai associar-se ao que se está a tentar fazer na Europa e procurar dar um contributo para que se retire muitas destas pessoas não só da marginalidade mas, acima de tudo, de alguma deficiência ao nível da sua estrutura económica e social”.

O secretário de Estado admitiu que em Portugal ainda existe algum preconceito para com esta comunidade, por razões diversas. “Uma delas tem a ver com o próprio comportamento destas comunidades. São pessoas que muitas vezes estão envolvidas em actos criminosos e em alguns desacatos”, apontou.

“O objectivo do Governo é de conduzir uma política que conduza à normalidade da integração destes cidadãos no nosso país”, sublinhou Feliciano Barreiras Duarte, ressalvando que tudo será feito numa lógica de respeito pelas suas diferenças.

Segundo o governante, pretende-se que esta comunidade possa, no futuro, “enfrentar um outro estilo de vida, nomadamente ficar mais sedentária, o que lhe permite desenvolver um curso de vida diferente, desde logo apostando em alguns pilares como a educação, o trabalho e a própria habitação, de forma a ter uma vida normal”.

Colabora com o Governo na elaboração desta Estratégia Nacional o Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural (ACIDI), representantes das várias comunidades imigrantes em Portugal, em particular da comunidade cigana, e representantes de outras áreas da governação, como os ministérios da Saúde, Administração Interna e Solidariedade Social, entre outros.




Crianças e Jovens em Risco | Conferência
A Fundação Calouste Gulbenkian promove, no dia 29 de Setembro a Conferência Crianças e jovens em risco – A família no centro da intervenção.
Este evento decorre do programa do Programa Crianças e Jovens em Risco, sob a coordenação científica do Prof. Doutor Daniel Sampaio, e da realização de um concurso para projetos no âmbito da Formação Parental. As entidades selecionadas para promover esses projetos foram:  Associação Arisco, Centro Dr. João dos Santos – Casa da Praia, Questão de Equilíbrio, Fundação Portuguesa “A Comunidade contra a Sida”, Associação Pressley Ridge, Instituto das Comunidades Educativas, Associação Margens e Movimento de Defesa da Vida
O trabalho desenvolvido durante 3 anos (2007-2010) por estas entidades – em parceria com entidades locais e em articulação com a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens territorial – está agora apresentado no livro “Crianças e Jovens em Risco – a Família no Centro da Intervenção”.
De manhã vai decorrer a conferência, com os seguintes temas e oradores:
1)     What matters to people in their family lives and personal relationships? And what are the implications for policy? Fiona Williams, Emeritus Professor of Social Policy – University of Leeds, Professor at the Social Policy Research Centre – University of the New South Wales
2)     A autoridade dos pais nas famílias com adolescentes. Daniel Sampaio, Coordenador Científico do Programa Crianças e Jovens em Risco da Fundação Calouste Gulbenkian, Professor de Psiquiatria e Saúde Mental na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa
Da parte da tarde decorre a Mesa Redonda, com a presença das equipas técnicas dos projetos de Educação Parental. As temáticas abordadas são:
  • · O perfil do Educador Parental
  • · Trabalho em rede no âmbito da Educação Parental
  • · Supervisão e Avaliação de Projetos no âmbito da Educação Parental
Ao final do dia e a encerrar este encontro, é feito o lançamento do livro “Crianças e Jovens em Risco – a família no centro da    intervenção”, com a apresentação de Madalena Alarcão (Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra)
Este evento é gratuito.
Para mais informações, contatar a Fundação Calouste Gulbenkian:    Av. de Berna, 45A  - 1067-001 Lisboa                Telf: +351217823544              pgdh@gulbenkian.pt

PRODER


Primeiro Centro de Noite para Idosos inaugurado em Ponta Delgada com capacidade para oito utentes

Publicado: 2011-09-12 11:25:31 | Actualizado: 2011-09-12 11:27:55
Por: António Gil
Primeiro Centro de Noite para Idosos inaugurado em Ponta Delgada com capacidade para oito utentes

O primeiro Centro de Noite para Idosos dos Açores foi este fim-de-semana inaugurado, em Ponta Delgada, para apoiar utentes que podem viver sozinhos durante o dia nas suas casas, mas necessitam de um local onde dormir em segurança.


"A inauguração do Centro de Noite de Ponta Delgada permite iniciar e diversificar a oferta das respostas dirigidas aos mais idosos e assim responder às necessidades até agora não satisfeitas", sublinhou a secretária regional do Trabalho e Solidariedade Social, Ana Paula Marques, na inauguração do novo equipamento.

O Centro, que representa um investimento superior a 550 mil euros, resulta da remodelação de uma antiga residência localizada na cidade de Ponta Delgada, e terá capacidade para acolher oito idosos.

(Lusa)



Como os outros nos vêem
12 Setembro2011  |  11:48
Luis Nazaré 

Por muitas e pobres razões, somos o povo mais mal-agradecido do planeta. Quando a vida corre melhor, devemo-lo à "estranja".
Por muitas e pobres razões, somos o povo mais mal-agradecido do planeta. Quando a vida corre melhor, devemo-lo à "estranja". Quando não, o pecado mora em casa. Temos maus indicadores em certos domínios económicos e sociais? Somos nós os responsáveis, mais ninguém. Temos bons indicadores? Sentimo-nos logo culpados por estarmos à frente da maioria, esbanjando recursos escassos e sacrificando maleficamente as gerações futuras. Há uma crise? Venha uma tríade de olhos azuis e cabelos loiros para nos castigar, que bem merecemos. Acolhê-la-emos de braços abertos, felizes por termos sido objecto de tão criteriosa atenção. Esta leitura punitiva está longe de ser partilhada pelos que nos observam com atenção.

É certo que não podemos viver acima das nossas posses e da nossa capacidade de endividamento, muito menos num mundo globalizado onde os factores de produção se deslocam com a mesma facilidade da transferência da sede de um grupo económico para um paraíso fiscal. É certo que facilitámos, na convicção de que a União Europeia, a moeda única e o crescimento económico acomodariam sem problemas de maior as nossas aspirações a uma melhoria das condições de vida. Mas os resultados são inquestionáveis. Nos últimos 25 anos, enquanto a indústria se deslocalizava para o Oriente, Portugal conseguiu atingir um patamar de qualidade de vida que nem os revolucionários de Abril imaginariam ser possível.

Agora, que a crise económica internacional nos atingiu em pleno, desatámos a carpir mágoas pelos males do crédito fácil e do que ele permitiu alcançar. Para quem tem da política uma ideia de gestão do almoxarifado, os efeitos perversos são aflitivos. Mas, pelo menos na esfera das políticas públicas, a ineficiência económica e social do trajecto seguido está longe de ficar provada. Auto-estradas a mais, hospitais em excesso, escolas caras? Não é o que pensam aqueles com quem, no futuro próximo, mais poderemos contar como parceiros económicos - os países lusófonos -, nem sequer aqueles de quem mais dependemos - os nossos parceiros da União Europeia -, embora a tríade e os mercados financeiros queiram fazer crer o contrário.

Todos os que nos visitam enaltecem o salto que Portugal conseguiu alcançar nas suas infra-estruturas e nos sistemas sociais. E nenhum, entre aqueles que verdadeiramente nos conhecem, atribui mais responsabilidades à governação nacional do que à penúria de Europa pela actual situação de crise.

Cada dia que passa, o MoU vai-se dando a conhecer da pior maneira possível, fazendo estrago atrás de estrago, até à desilusão final - o putativo regresso de Portugal aos "mercados", lá para 2013. Pelo caminho, deixará um rasto de empobrecimento económico e social, de descrença generalizada, de atrofia do sistema bancário e de cedência, a preços de saldo, de alguns dos melhores activos nacionais. De pouco valerão uns quantos programas de estímulo à actividade económica, ao empreendedorismo ou à inovação - o cenário é e continuará a ser recessivo por um bom par de anos. Perante as novas previsões do BCE quanto ao crescimento da economia da Zona Euro, o pessimismo adensa-se e as perspectivas de incremento das actividades exportadoras resvalam para o campo da incerteza.

No dia em que o MoU for dado como cumprido - e, infelizmente, teremos mesmo de o cumprir -, as contas públicas portuguesas aparentarão melhor forma, os défices orçamentais estarão controlados, alguns serviços públicos terão sido extintos ou "racionalizados" e o número de autarquias será, provavelmente, menor. Teremos sido bons alunos. Mais pobres do que hoje, sem perspectivas sólidas de futuro, mas bons alunos. Afinal, é assim que eles gostam de nos ver.



Economista; Professor do ISEG
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Centro é a região portuguesa com mais suicídios e a culpa é da crise

“A crise está a fazer com que alguns dos fatores sociológicos que podem concorrer para o suicídio estejam na ordem do dia”. Quem dá o alerta é Carlos Braz Saraiva (na foto), psiquiatra responsável pela Consulta de Prevenção de Suicídio nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC). De acordo com o especialista, fatores como “o desemprego, o divórcio, a insegurança ou a falta de horizontes”, que crescem em altura de dificuldades, estão mesmo a contribuir para a evolução do perfil do suicida.
Se antes os dados mostravam que o suicida “médio” português era homem, com mais de 50 anos, a viver na Grande Lisboa, Alentejo ou Algarve, separado, divorciado ou viúvo, desempregado ou reformado, com escassos rendimentos, baixos níveis de instrução e socialmente isolado, entre outras particularidades, hoje algumas destas características estão a mudar.
Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), em 2009, a região Centro foi a zona portuguesa que mais suicídios registou: 267 contra os 238 de Lisboa ou os 202 do Alentejo. Além disso, o número de suicídios aumentou, no total nacional, de 914, em 2006, para 1.014, há dois anos.

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- Formação Pedagógica Inicial de Formadores bLearning - Aveiro, Águeda, Albergaria-a-Velha, Espinho e Oliveira de Azeméis - Laboral/Pós Laboral
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