sexta-feira, 9 de março de 2012
PROGRAMA TRANSVERSAL –
COOPERAÇÃO POLÍTICA E INOVAÇÃO
VISITAS DE ESTUDO
2012-2013
CONVITE À APRESENTAÇÃO
DE CANDIDATURAS
(bolsas para mobilidade individual)
Está
aberta a 1ª fase de submissão de candidaturas às Visitas de Estudo do Programa
Transversal até ao próximo dia 30 de Março de 2012 para atividades
a decorrer entre Setembro de 2012 e Fevereiro de 2013.
As Visitas de
Estudo são uma atividade de curta duração (3-5 dias úteis) que decorre num país
pertencente ao PALV e que possibilita o encontro de um grupo de 10-15 decisores
políticos e/ou especialistas dos sectores da educação e da formação
profissional, de diferentes países, para debaterem ou examinarem aspetos
específicos da aprendizagem ao longo da vida.
Estas Visitas
de Estudo são fóruns de discussão que visam promover a qualidade e a
transparência dos sistemas de Educação e Formação Profissional dos
Estados-membros, através do intercâmbio de experiências e da implementação de
medidas de política e/ou de gestão. Tais medidas pressupõem mudanças ao nível
institucional e político nos sistemas educativo e de formação profissional
nacionais, com vista a alcançarem os objetivos identificados para a ação, nomeadamente:
•
Apoiar a definição de políticas e a
cooperação a nível europeu no domínio da aprendizagem ao longo da vida,
designadamente no contexto da Estratégia de Lisboa e de Copenhaga e do Programa
de Trabalho “Educação e Formação 2020”, bem como do Processo de Bolonha e seus
sucessores.[1]
•
Facilitar o intercâmbio de informação e de experiências entre
responsáveis e especialistas dos sectores da educação e da formação
profissional;
•
Tomar conhecimento de abordagens adoptadas noutros países sobre o sector
da educação e da formação profissional;
•
Proporcionar aos responsáveis dos sectores da educação e da formação
profissional informações fiáveis e actualizadas sobre ambos os sistemas a nível
europeu.
Sendo as
Visitas de Estudo um elemento de suporte à cooperação e definição de políticas
a nível europeu, o papel a desempenhar pelas instituições ligadas aos sectores
da Educação e da Formação Profissional reveste-se da maior importância
nomeadamente na exploração de temas como:
·
Encorajar a cooperação entre os mundos da educação, da formação
profissional e do trabalho;
·
Suporte à formação inicial e contínua de professores, formadores e
diretores de instituições de ensino e formação profissional;
·
Promover a aquisição de competências-chave através dos sistemas de educação
e formação profissional;
·
Promover a inclusão social e igualdade de género na educação e na
formação profissional, incluindo a integração de populações migrantes;
·
Desenvolvimento de estratégias para a aprendizagem ao longo da vida e
mobilidade.
O Público-alvo
O
presente convite destina-se aos decisores e aos especialistas em matéria de
educação e formação profissional, designadamente:
·
Diretores de estabelecimentos
de ensino, formação e orientação profissionais;
·
Diretores de serviços de
acreditação (RVCC e CNO);
·
Inspetores;
·
Gestores de PME
·
Gestores de Recursos Humanos e
de Formação;
·
Coordenadores de departamentos;
·
Formadores de Professores;
·
Conselheiros pedagógicos e de
orientação profissional;
·
Representantes de autoridades
locais, regionais e nacionais;
·
Representantes de Câmaras de
Comércio / Indústria / Artesanato;
·
Representantes de Organizações
Patronais;
·
Representantes de Organizações
Sindicais;
·
Representantes de Redes e de
Associações de Educação e Formação Profissional;
·
Investigadores.
Como escolher uma VISITA DE ESTUDO?
As
visitas de estudo são escolhidas através de um Catálogo e devem estar
sempre relacionadas com a atividade profissional do candidato.
O que é um Catálogo de VISITAS DE ESTUDO?
O
Catálogo é uma compilação de visitas de estudo, organizadas por instituições
provenientes dos diversos Estados-Membros, que decorrem de Setembro a Junho e
exploram temas através de três perspetivas diferentes:
- Educação geral (General Education type)
- Educação e formação vocacional (VET type)
- Aprendizagem ao longo da vida (Mixed type)
O
Catálogo foi desenhado de forma a adequar-se aos diversos interesses
profissionais e calendários do público-alvo.
Para
aceder ao catálogo com as visitas disponíveis poderá consultar o anexo em
versão PDF ou consultar os seguintes endereços: http://studyvisits.cedefop.europa.eu/ e www.proalv.pt.
A submissão da candidatura
A candidatura deverá
respeitar os critérios definidos no Convite Nacional e ser submetida online, até
ao meio-dia hora central europeia (11 horas da manhã, hora local) do dia 30 de
Março de 2012, através da página do CEDEFOP em http://studyvisits.cedefop.europa.eu/ .
Uma vez validada, a
candidatura deverá ser impressa, assinada (pelo candidato
e representante legal da instituição) e enviada para a seguinte
morada dentro do prazo legal de submissão:
Agência
Nacional para o Programa Aprendizagem ao Longo da Vida
Av.
Infante Santo, 2 – 4º
1350-178
Lisboa
Todas as
regras de submissão de candidaturas encontram-se disponíveis para consulta em http://www.proalv.pt/Enterprise%20Portals/SystemFiles/Downloads/CONVITE_NACIONAL_PALV_2012.pdf
[1] Processo de
Bolonha (http://ec.europa.eu/education/higher-education/doc1290_en.htm) ; Processo
de Copenhaga (http://ec.europa.eu/education/policies/2010/doc/council13832_pt.pdf)
Brasil
Pobreza no
Brasil cai 7,9%
Publicação: 08 de Março de 2012 às 00:00
Rio (AE) - O Brasil atingiu em 2012 o menor nível de
desigualdade desde 1960, apesar da crise na Europa. De acordo com a pesquisa
"De volta ao País do Futuro" do Centro de Políticas Sociais da
Fundação Getulio Vargas (CPS/FGV), o índice de Gini - que varia de 0 a 1, sendo
menos desigual mais próximo de zero -, caiu 2,1% de janeiro de 2011 a janeiro
de 2012, chegando a 0,5190. A projeção da FGV é que a desigualdade continue se
reduzindo ano País, levando o índice a 0,51407 em 2014. "A má notícia é
que ainda somos muito desiguais e estamos entre os 12 países mais desiguais do
mundo. Mas a queda é espetacular e deve continuar", afirmou Marcelo Neri,
coordenador da pesquisa.
A FGV mostra que a renda familiar per capita média do brasileiro cresceu 2,7% nos 12 meses encerrados em janeiro. É o mesmo crescimento registrado de 2002 a 2008, período considerado uma era de ouro mundial, e superior ao 0% de 2009, em função da crise financeira daquele ano.
A pobreza no País também caiu entre janeiro do ano passado e janeiro deste ano: -7,9%, ritmo três vezes mais rápido do que da meta do milênio da ONU. Isso depois de uma redução de 11,7% na pobreza de maio de 2010 a maio de 2011, quando o Brasil crescia mais. Segundo Neri, a redução da desigualdade foi fundamental para este resultado na pobreza. Ele cita que na última década a renda dos 50% mais pobres do Brasil cresceu 68%, enquanto a dos 10% mais ricos cresceu apenas 10%.
Outra conclusão da pesquisa é que a população nas classes AB será 29% maior em dois anos, enquanto a da classe C crescerá 11,9%. "Agora falaremos da nova classe AB, como falamos da nova classe média", disse Marcelo Neri, coordenador do estudo.
A projeção do CPS/FGV é que 60,1% da população brasileira estará na classe C em 2014, ante 55% em 2011. De 2003 a 2011, mais 40 milhões de pessoas chegaram à nova classe média e a expectativa é que serão mais 12 milhões até 2014, somando cerca de 118 milhões de pessoas. A metodologia da FGV, que leva em conta a Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) do IBGE, classifica como classe C aqueles com renda familiar de R$ 1.734 a R$ 7.475. O dado foi atualizado a preços de julho de 2011. A classe AB chegará a 29,1 milhões, contra 13,3 milhões de brasileiros em 2003.
Já a população da classe DE - com renda de zero a R$ 1.734 - seguirá se reduzindo, em consequência da queda da desigualdade e ascensão para outros segmentos econômicos. A FGV calcula que ela sairá dos atuais 63,6 milhões de brasileiros para 48,9 milhões em 2014. No ano de 2003, a base da pirâmide social brasileira tinha 96,2 milhões de pessoas.
"A crise não afetou esse movimento que teve Lula como pai e FHC como avô, pela estabilização. E a educação foi o fator mais importante (para essa migração)", disse Neri. Para o pesquisador, o governo Lula teve sorte por ter enfrentado períodos de crise mundial quando a economia estava superaquecida As crises, avalia, frearam a economia e a inflação antes do Banco Central agir. Apesar da redução da desigualdade e da pobreza, Neri é taxativo ao afirmar que ela não será erradicada em 2014, como promete o governo federal. "A pobreza não termina, apesar da meta nobre", disse Neri.
A FGV mostra que a renda familiar per capita média do brasileiro cresceu 2,7% nos 12 meses encerrados em janeiro. É o mesmo crescimento registrado de 2002 a 2008, período considerado uma era de ouro mundial, e superior ao 0% de 2009, em função da crise financeira daquele ano.
A pobreza no País também caiu entre janeiro do ano passado e janeiro deste ano: -7,9%, ritmo três vezes mais rápido do que da meta do milênio da ONU. Isso depois de uma redução de 11,7% na pobreza de maio de 2010 a maio de 2011, quando o Brasil crescia mais. Segundo Neri, a redução da desigualdade foi fundamental para este resultado na pobreza. Ele cita que na última década a renda dos 50% mais pobres do Brasil cresceu 68%, enquanto a dos 10% mais ricos cresceu apenas 10%.
Outra conclusão da pesquisa é que a população nas classes AB será 29% maior em dois anos, enquanto a da classe C crescerá 11,9%. "Agora falaremos da nova classe AB, como falamos da nova classe média", disse Marcelo Neri, coordenador do estudo.
A projeção do CPS/FGV é que 60,1% da população brasileira estará na classe C em 2014, ante 55% em 2011. De 2003 a 2011, mais 40 milhões de pessoas chegaram à nova classe média e a expectativa é que serão mais 12 milhões até 2014, somando cerca de 118 milhões de pessoas. A metodologia da FGV, que leva em conta a Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) do IBGE, classifica como classe C aqueles com renda familiar de R$ 1.734 a R$ 7.475. O dado foi atualizado a preços de julho de 2011. A classe AB chegará a 29,1 milhões, contra 13,3 milhões de brasileiros em 2003.
Já a população da classe DE - com renda de zero a R$ 1.734 - seguirá se reduzindo, em consequência da queda da desigualdade e ascensão para outros segmentos econômicos. A FGV calcula que ela sairá dos atuais 63,6 milhões de brasileiros para 48,9 milhões em 2014. No ano de 2003, a base da pirâmide social brasileira tinha 96,2 milhões de pessoas.
"A crise não afetou esse movimento que teve Lula como pai e FHC como avô, pela estabilização. E a educação foi o fator mais importante (para essa migração)", disse Neri. Para o pesquisador, o governo Lula teve sorte por ter enfrentado períodos de crise mundial quando a economia estava superaquecida As crises, avalia, frearam a economia e a inflação antes do Banco Central agir. Apesar da redução da desigualdade e da pobreza, Neri é taxativo ao afirmar que ela não será erradicada em 2014, como promete o governo federal. "A pobreza não termina, apesar da meta nobre", disse Neri.
Comunicado
Comunicado à Imprensa
Beja 9
de março 2012
III
Encontro Distrital de Mediadores Ciganos do Distrito de Beja
O acesso à habitação por
parte das comunidades ciganas foi o tema principal do III Encontro
Distrital de Mediadores Ciganos do Distrito de Beja realizado ontem, na cidade
de Beja.
A iniciativa contou com a presença de
mediadores ciganos do distrito que trabalham nas diversas áreas de intervenção,
nomeadamente, educação, saúde, habitação e emprego. Este encontro tinha como principais
objetivos: promover o empoderamento e a participação dos grupos sociais
desfavorecidos, particularmente as comunidades ciganas; envolver a participação
de outros grupos em situação de pobreza e exclusão social que residem no
distrito de Beja; contribuir para a promoção de uma verdadeira cultura de
participação, dando oportunidade às pessoas que vivem estas situações de se pronunciarem
sobre elas. Após debate e reflexão, concluiu-se que a desconfiança e a
rejeição, por parte da sociedade em geral, em aceitar as comunidades ciganas, dificulta
a interação e a proximidade com as comunidades ciganas. Por isso, é importante
desmistificar as representações e as ideias pré-concebidas existentes, bem como
fazer um realojamento das famílias ciganas mais sustentado e integrado de forma
a promover a interculturalidade e a relação entre estas comunidades e a
sociedade em geral.
Referiu-se,
ainda, que as habitações devolutas existentes no distrito de Beja, pertencentes
à Administração Central poderiam ser utilizadas para realojar as comunidades
ciganas, rentabilizando recursos melhorando as suas condições de
habitabilidade. Importa, também, salientar a necessidade de apostar no
associativismo através da criação de uma associação distrital de ciganos, com o
objetivo de garantir os direitos e os deveres destas comunidades enquanto
cidadãos portugueses.
A iniciativa decorreu nas instalações do
Núcleo Distrital de Beja da EAPN Portugal.
+
INFO
Anselmo Prudêncio
Núcleo
Distrital de Beja
EAPN
Portugal/ Rede Europeia Anti-Pobreza
Rua
de Mértola 43 2º
Esq.
7800-475
Beja
Tel.
+ 00351 284 325 744 Fax: + 00351 284 325 745
Site:
www.eapn.pt
Cáritas
inicia hoje peditório nacional
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A Cáritas inicia hoje o peditório nacional com o objectivo angariar fundos
para as diferentes causas sociais. Num ano marcado pelo agravamento da pobreza
e dos pedidos de ajuda, a Cáritas Diocesana de Beja apela à população para que
contribua. De acordo com Teresa Chaves, presidente da Cáritas de Beja, na região
existem cada vez mais carências a nível alimentar pois as famílias tentam “por
todos os meios cumprir as responsabilidades com créditos anteriormente
assumidos”. O peditório apresenta como novidade a possibilidade de depositar o
donativo através da Internet, a partir do site da Cáritas. Teresa Chaves espera
que “haja generosidade” neste peditório.
O peditório termina no Domingo.
O peditório termina no Domingo.
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