segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

IDT quer redução da taxa de alcoolemia para novos condutores

00h30m

O Plano Nacional para a Redução dos Problemas Ligados ao Álcool, agora divulgado pelo Instituto da Droga e da Toxicodependência, recupera uma medida que o PS de António Guterres já havia proposto em 2001, mas que não chegou a entrar em vigor: a redução do limite legal do nível de alcoolemia para 0,2 gramas por litro de sangue. O limite manteve-se, até hoje, nos 0,5.

"A nossa proposta não é fechada relativamente ao valor da redução da taxa de alcoolemia, mas entendemos que deve haver um abaixamento", afirma o presidente do IDT, João Goulão, ao JN. Esta redução é válida apenas para os novos condutores, uma vez que, esclarece o responsável, "a falta de experiência na condução potencia o nível de alcoolemia e vice-versa". Daí que a proposta, que também consta na Estratégia Nacional para a Prevenção Rodoviária, onde o IDT participou, não seja generalizada.

Rui Tato Marinho, presidente da Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado e autor de estudos sobre o consumo de álcool e os jovens, aplaude a iniciativa. "A principal causa de morte nos jovens em Portugal são os acidentes nas estradas e por cada morte há mais três ou quatro que ficam deficientes para toda a vida".

Os dados da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária revelam que o número de acidentes nas estradas portuguesas com jovens recém-encartados diminuiu cerca de 9%, até Setembro do ano passado face a 2007. Os condutores entre os 18 e os 30 anos com carta de condução há menos de três anos provocaram, em 2008, 4292 acidentes, menos 446 do que no ano anterior.

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